Muitas pessoas não conhecem o cinema, nunca foram ao teatro ou a shows musicais. Outras tantas não leem livros, também não participam de atividades frequentes de lazer. Não por opção, mas sim por necessidade. Alguns podem até classificar como ‘falta de interesse’, porém o acesso à cultura consegue ser caro demais dentro de determinadas bolhas da sociedade.
O acesso igualitário aos bens culturais existentes é uma forma de corrigir as desigualdades socioculturais e é isso que define o conceito de democratização cultural, que tem como objetivo a maior distribuição tanto da arte, quanto do conhecimento que surge a partir dela.

Na Constituição Federal de 1988 está presente o seguinte artigo: “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”. Eis aqui a resposta! O poder público deve fazer investimentos no setor e na produção, promovendo maior participação e propiciando o acesso democrático.
No Rio Grande do Norte, o Teatro Alberto Maranhão (TAM) sempre foi referência cultural, sendo a casa de teatro mais antiga do estado. O prédio começou a ser construído em 1898, quando o bairro da Ribeira abrigava o desenvolvimento da capital potiguar. Foi inaugurado em 1904 e, em 1957, seu nome passou a homenagear o ex-governador Alberto Maranhão.
O TAM ficou fechado por 6 anos para reformas, e passou por vários atrasos. Por exemplo, o projeto original da obra continha erros graves, como a ausência de reforma para a caixa cênica. Tudo isso precisou ser revisto, assim como o orçamento financeiro. Após tanto tempo, o prédio foi reaberto em dezembro de 2021, junto a outros espaços de arte igualmente importantes para a população.
Chuvas e novas reformas
Em março, Natal registrou fortes chuvas que acabaram prejudicando o Teatro Alberto Maranhão. O sistema de drenagem da Ribeira colapsou e não aguentou a grande quantidade de água. “Começou a entrar água por baixo das portas, a aflorar água do lençol freático e a ter refluxo de água da rua pelos ralos do TAM. Essa conjugação de fatores fez com que houvesse o alagamento parcial da plateia e do porão técnico”, contou o diretor do teatro, Ronaldo Costa.
Os engenheiros estruturaram portas removíveis para serem colocadas nas portas já existentes, com o objetivo de evitar a entrada da água. Além disso, foram instaladas válvulas de retenção para combater o refluxo pelos ralos. Somado a isso, foram colocadas duas bombas no átrio do teatro.
“Além dessas medidas, todos os sistemas que foram afetados pela inundação, como ar-condicionado, sistema de iluminação cênica, sonorização, bombas de fornecimento de água, bombas de combate a incêndio e as plataformas de acessibilidade foram totalmente revisadas. No total, a reforma custou R$120 mil”, frisou Ronaldo Costa.
O objetivo agora é manter o TAM aberto para apresentações artísticas gratuitas ou com valores baixos, mais acessíveis. Já há programação cultural prevista até dezembro.
Programação de maio:
13, 14 e 15 (sexta, sábado e domingo) – 20h – espetáculo “As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão”, Idearte Produções. Ingresso: R$ 100 (inteira), R$50 (meia) e R$ 50/25 (promocional).
17/05 (terça-feira) – 19h30 – “O Quebra Nozes WS Studio de Dança”. Ingresso: R$ 40 (inteira), R$20 (meia).
18 e 19 (quarta e quinta-feira) – 20h – “As Três Porquinhas” – Ronaldo Negromonte. Ingresso: R$ 60 (inteira), R$30 (meia).
20/05 (sexta-feira) – 19h30 – “Nós em Um – EP 2022” – Ruben Matias. Ingresso: convite.
21/05 (sábado) – 21h – Murilo Couto em “Um Stand Up Qualquer”, Lúcia de Oliveira Saraiva. Ingresso: R$ 100 (inteira), R$50 (meia).
22/05 (domingo) – 17h – Espetáculo do “Cia. da Dança do TAM”. Ingresso: R$ 60 (inteira), R$30 (meia).
25/05 (quarta-feira) – 19h30 – Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte. Ingresso: entrada franca.
31/05 (terça-feira) – 19h – Espetáculo Versátil Cia. de Dança, da Cia. do Movimento