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Pets

Aplicativo encontra pets perdidos com reconhecimento facial e chips em coleiras

Plataforma tecnologia para ajudar donos a encontrarem animais de estimação que, por escaparam de casa ou se perderam na rua
Redação
07/04/2022 | 08:14

Toda dor deixa algum ensinamento. Foi o que aconteceu com o especialista em tecnologia Carlos Fabbro, de 41 anos. Ele passou pela experiência traumática de perder seu cachorro. Não por acaso, ele teve a ideia inovadora de criar um aplicativo que ajuda tutores em caso de fuga ou roubo do animal.

No mercado há cerca de um ano, a PUPZ traz uma ferramenta com duas funcionalidades – coleiras com chips de localização e QR code que direcionam para um chat com o dono, e o cadastro de fotos da face e do focinho do animal que podem ser cruzadas quando um pet perdido é encontrado. O app é gratuito e está disponível para Android e iOS.

Aplicativo encontra pets perdidos com reconhecimento facial e chips em coleiras - Agora RN
Equipe responsável pelo aplicativo PUPZ - Foto: Divulgação

A preocupação do empreendedor é pautada no crescimento do número de animais nos lares brasileiros. Na pandemia, de acordo com a União Internacional Protetora dos Animais (UIPA), o número de adoção de animais cresceu 400%. Fundador da PUPZ e tutor da Channel, uma Golden retriever, Fabbro conta que a vida pessoal serviu de inspiração para a iniciativa que, além de auxiliar na devolução dos bichos, lembra os usuários de estarem em dia com o calendário de vacinação dos pets.

“Quando era criança, perdi um cachorro e isso me marcou demais. Trabalho com tecnologia desde os 13 anos, mas apenas em 2019 tive essa ideia. Estava muito atarefado no trabalho e vivia esquecendo de dar vacinas para a Channel. Foi quando me questionei, ‘e se um aplicativo me lembrasse disso?’. Foram duas histórias que me guiaram”, disse.

FUNCIONAMENTO. Após dois anos para desenvolver a plataforma, o especialista explica que a inteligência artificial do sistema consegue ligar os pontos da face do animal para identificá-lo. Quando o dono registra o animal na plataforma, tira fotografias do focinho do bicho que são arquivadas e caso novos registros sejam feitos por outra pessoa, são identificados pelo sistema como do mesmo animal.
– Nós utilizamos três redes neurais convolucionais, uma classe aplicada com sucesso no processamento e análise de imagens digitais, e que é a base para o reconhecimento facial dos pets em nosso sistema – explica Fabbro.

COLEIRA. A coleira com localizador já foi adquirida por 2.300 usuários dos 4.000 que usam a plataforma.
– A pessoa não precisa baixar nada, apenas apontar o celular e será direcionada para um chat com o tutor. Pensando em pessoas mais velhas, também colocamos o número da empresa e fazemos a interface caso seja necessário – afirma o desenvolvedor.
Fabbro conta que já participou de alguns resgates. A tutora da cadela Lola foi contatada por uma pessoa antes mesmo de perceber que ela tinha fugido.

“Lola estava há duas quadras de casa quando foi parada por uma transeunte que entrou em contato com a dona pelo QR code. Foi resolvido antes mesmo de darem falta dela”, relatou.