Uma plataforma de divulgação sobre a produção cultural de mulheres no cenário potiguar. É com esse objetivo que chega ao mundo a AudiPoti, uma revista sobre o audiovisual potiguar que se apresenta como mais um espaço de difusão do cinema no Rio Grande do Norte. A primeira edição será lançada neste sábado 30 no formato digital de e-book (acesse o Instagram @revistadoaudiovisualpotiguar para conferir).
A proposta foi idealizada pela designer potiguar Nathalie Alves, que tem formação em produção audiovisual com especialização em documentário, já tendo atuado nos maiores jornais impressos de Natal, como a Tribuna do Norte – onde trabalhou por 24 anos – Novo Notícias e Agora RN. Ela também passou pelas assessorias de comunicação da Bert e da Prefeitura de Parnamirim.

O destaque da publicação é o protagonismo das realizadoras no audiovisual potiguar. A escolha contempla a produção das mulheres à frente e atrás das câmeras, compreendendo as mudanças de cada momento e promovendo o processo de adaptação aos novos desafi os para manter a produção ativa e presente na vida da comunidade.
A AudioPoti, portanto, tem o papel de auxiliar na reconstrução do imaginário social, sendo encaixada em uma narrativa de resistência acerca da produção audiovisual em terras norterio-grandenses, servindo assim como uma peça que marca um instante histórico ainda que no tempo presente.
Seguindo essa linha, a revista tem o objetivo de fomentar ações que contemplem cada vez mais a difusão do audiovisual no estado. A edição evidencia as produções das realizadoras mulheres no âmbito local. Foram entrevistadas Mary Land Brito, Keila Sena e Diana Coelho. respectivamente, do Cine Poty, do Cinema Drive-In Natal e da Cartografi a do Audiovisual no Rio Grande do Norte.
Segundo Nathalie, o objetivo é celebrar as produções de mulheres e dar espaço para que o trabalho seja conhecido e reconhecido como ferramenta de transformação cultural. “Temos muitos produtos, muita coisa sendo feita, mas não há divulgação sufi ciente. Acabamos não conhecendo trabalhos legais e importantes por causa dessa falta de comunicação. Já que sou diagramadora e produtora, integrei as habilidades para criar a revista, justamente pensando em compartilhar esses conteúdos”, ressaltou.
Além disso, a revista também traz leituras pertinentes e felizes de Michelle Ferret, de Barbarh Alves e de Marcela Freire. A publicação contou com a colaboração da idealizadora da Hipopótama Produções, da gestora cultural Nádia Ione e da gestora em lazer e projetos, Vivianne Limeira.
A AudiPoti é o primeiro projeto em que as três realizadoras trabalharam conjuntamente e puderam alinhar as ideias para construir a proposta, que foi realizada com recursos da Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte em parceria com a Fundação José Augusto e o Governo do Estado, junto com a Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.