*Matéria atualizada às 01h44
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu de Lula (PT) defendeu a integração das forças de segurança, o reforço do policiamento nas ruas e o uso de inteligência e tecnologia para enfrentar o crime organizado. O petista prometeu que, se eleito, vai ampliar a presença do Estado nos municípios e associou o combate à violência a investimentos em educação. “Bandido bom é bandido preso”, declarou.

Cadu propôs atuação conjunta das forças estaduais, municipais e federais, além de videomonitoramento em pontos estratégicos dos 167 municípios. Citou o Fundo de Segurança Pública como fonte de recursos e experiências da Paraíba e do Ceará como referências. Segundo ele, as câmeras devem contribuir tanto para esclarecer crimes quanto para prevenir ocorrências.
“Vamos combater com firmeza e com integração, com polícia na rua e com tecnologia. Esse é o nosso projeto para a segurança pública no Rio Grande do Norte”, afirmou. O candidato também defendeu ampliar a Patrulha Maria da Penha e a Patrulha Rural, reconhecendo desafios na proteção das mulheres e na segurança das comunidades do campo.
Na área de pessoal, prometeu manter concursos e a política de promoções da Polícia Militar, especialmente para os praças. Defendeu ainda investimentos em armamentos e equipamentos. “Nós temos uma proposta consistente de alcançar o equilíbrio fiscal do Rio Grande do Norte, mas eu não vou fazer isso nas costas de policiais, nas costas de professores, nas costas de enfermeiros”, disse.
Questionado sobre classificar facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, Cadu rejeitou a medida. “Eu não vou entrar nessa de denominar como organização terrorista, porque não vai resolver o problema”, declarou. Para ele, a prioridade deve estar nas políticas públicas e na capacidade operacional das forças de segurança.
O candidato também criticou ações policiais indiscriminadas em comunidades. “Aqui no Rio Grande do Norte, a gente não vai entrar nas comunidades atirando como se faz há 40 anos no Rio de Janeiro e não resolveu nada lá e matou muita gente inocente”, afirmou.
Como instrumento de prevenção, propôs levar o ensino em tempo integral a todas as escolas da rede estadual, afastando jovens do contato com organizações criminosas. Associou a medida à autonomia das mulheres, que teriam mais tempo para trabalhar e obter renda enquanto os filhos permanecessem na escola.
Ao abordar a economia, Cadu defendeu investimentos em fruticultura, turismo, mineração, agricultura familiar e energias renováveis. “Esse projeto de desenvolvimento só faz sentido se ele reduzir desigualdades sociais”, afirmou. Prometeu estimular a arrecadação pelo crescimento econômico e limitar a expansão das despesas. “A despesa do nosso Estado vai crescer, no máximo, 80% do crescimento da receita.”
Na saúde, apresentou o programa Saúde na Hora Certa, com telemedicina, centrais regionais de diagnóstico e fortalecimento dos hospitais do interior. Defendeu ampliar o financiamento e apontou o Hospital Metropolitano, em Parnamirim, como parte da estratégia para reduzir a pressão sobre o Walfredo Gurgel. Segundo ele, o objetivo é garantir atendimento “no tempo certo e perto da sua casa”.