Levantar o braço para pentear o cabelo, vestir uma roupa ou alcançar um objeto pode se tornar difícil quando o ombro dói. O desconforto também pode atrapalhar o sono e comprometer tarefas simples da rotina. Apesar dessas limitações, a dor nessa região não significa, necessariamente, que o paciente precisará de cirurgia.
Segundo o ortopedista e especialista em ombro e cotovelo Massimo Chaves, que atua em Natal, o tratamento depende da identificação da causa e da avaliação individual de cada paciente. Em diferentes situações, há alternativas à intervenção cirúrgica.

“Nem toda dor no ombro precisa de cirurgia. Em muitos casos, conseguimos tratar o problema de forma conservadora, utilizando recursos como fisioterapia, medicamentos, adequação das atividades e acompanhamento médico. O primeiro passo é identificar corretamente a causa da dor”, explica.
O tratamento conservador reúne medidas que dispensam a cirurgia. A escolha entre essas possibilidades considera a intensidade e a duração da dor, a limitação dos movimentos, a perda de força e o impacto dos sintomas nas atividades do paciente.
Entre as causas do desconforto estão tendinopatias, que atingem os tendões, inflamações, lesões do manguito rotador — conjunto de músculos e tendões do ombro —, artrose, instabilidade e lesões provocadas por traumas. Por isso, sintomas semelhantes podem exigir condutas diferentes, conforme o diagnóstico.
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Quando a dor persiste, piora ou passa a limitar atividades cotidianas, a orientação é procurar avaliação médica. O cuidado também é necessário quando o desconforto prejudica o sono ou aparece acompanhado de perda de força e dificuldade para movimentar o braço.
“É comum o paciente esperar a dor passar por conta própria ou tentar conviver com ela durante meses. Quando existe uma dor persistente ou uma limitação funcional, o ideal é procurar avaliação para entender o que está acontecendo”, orienta o especialista.
Após um trauma, a dificuldade ou a incapacidade de movimentar o braço também exige avaliação médica. A investigação permite identificar a lesão e definir quais medidas são adequadas para o caso.
A cirurgia permanece entre as possibilidades de tratamento. Ela pode ser considerada quando as medidas conservadoras não apresentam o resultado esperado ou quando o diagnóstico identifica uma lesão com indicação específica de intervenção.
“A cirurgia é indicada em situações específicas. A decisão deve levar em consideração o diagnóstico, as características da lesão, a idade, as atividades realizadas pelo paciente e a evolução do quadro. O objetivo é sempre escolher o tratamento mais adequado para cada pessoa”, afirma Massimo.
O especialista orienta evitar a automedicação prolongada e buscar atendimento quando a dor persistir ou comprometer a qualidade de vida. A definição do tratamento deve considerar o quadro de cada pessoa, em vez de partir da ideia de que toda dor no ombro exige uma operação.
Especialista em cirurgia do ombro e cotovelo, Massimo Chaves é membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC). Em Natal, atua na avaliação e no tratamento de doenças e lesões dessas duas regiões.
O atendimento é realizado na Clínica Superior, na Avenida Antônio Basílio, em Natal.