O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira 9 ter ficado “perplexo” ao ver um vídeo em que uma criança aparece segurando objetos semelhantes a armas de fogo sobre o teto de um carro, em Parnamirim, na Grande Natal. As imagens foram registradas no sábado 3 de outubro, mas vieram à tona no Domingo 4, após o primeiro turno das eleições de 2026.
Em uma publicação nas redes sociais, Lula comentou o episódio e relacionou a situação à ampliação do acesso a armas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente também criticou propostas de expansão da política armamentista e defendeu investimentos em segurança pública, educação e cultura.

“Domingo, eu fiquei perplexo ao ver uma criança em cima do carro receber uma arma do pai e ficar levantando a arma”, declarou Lula ao comentar as imagens.
Vídeo foi registrado em Parnamirim
A gravação foi feita na avenida Castor Vieira Régis, no bairro Cohabinal, em Parnamirim. No vídeo, a criança, vestida com uma camisa da seleção brasileira, aparece sobre o teto de um veículo segurando dois objetos semelhantes a armas de fogo, enquanto dança diante de adultos.
Até o momento, não há confirmação oficial de que os objetos sejam armas reais ou simulacros. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte informou que os adultos responsáveis já foram identificados e que o caso segue em investigação.
As diligências incluem a coleta de informações e a realização de oitivas para esclarecer as circunstâncias do episódio e identificar a natureza dos objetos que aparecem nas imagens.
Ministério Público também investiga
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou procedimentos para apurar o caso, incluindo a origem dos objetos e as circunstâncias em que chegaram às mãos da criança. O órgão também acompanha as medidas necessárias à proteção do menor.
O caso ainda é acompanhado pelo Conselho Tutelar de Parnamirim. A investigação deverá esclarecer se houve entrega de uma arma de fogo à criança e se os adultos envolvidos podem ser responsabilizados.
Caso seja confirmado que os objetos são armas reais, a conduta poderá ter consequências legais com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Estatuto do Desarmamento. Até a conclusão das apurações, porém, não há confirmação sobre a natureza dos objetos.