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Eleições 2026

Lula defende PEC da Segurança e anuncia novo lema: ‘Para o povo trabalhador, proteção; para o bandido, prisão’

Presidente propõe ampliar atuação federal contra o crime organizado, cita mudança em 138 presídios e cobra apoio de Flávio Bolsonaro ao fim da escala 6x1
Agora RN
08/10/2026 | 08:24

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira 7 que sua campanha à reeleição adotará o lema “Para o povo trabalhador, a proteção; para o bandido, a prisão”. Durante encontro com parlamentares do PT, o candidato defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e afirmou que pretende criar um ministério para a área após a aprovação do texto.

“Na hora que a gente definir a aprovação da PEC, nós vamos aprovar o Ministério da Segurança Pública, para que a gente possa fazer funcionar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp)”, afirmou.

Lula defende PEC da Segurança e anuncia novo lema: ‘Para o povo trabalhador, proteção; para o bandido, prisão’
Lula defende aprovação da PEC da Segurança Pública e criação de um ministério para ampliar a atuação federal no combate ao crime organizado - Foto: Reprodução

Na sequência, Lula apresentou a frase que pretende usar na campanha: “O nosso lema é o seguinte: ‘Para o povo trabalhador, a proteção; para o bandido, a prisão’. É esse o nosso lema daqui pra frente, gente”.

A declaração ocorreu em uma reunião com parlamentares eleitos no domingo 4 e com integrantes do partido que exercem mandato no Congresso. Lula disputa o segundo turno da eleição presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que critica a atuação do governo federal na segurança pública.

Ao defender a PEC, o presidente afirmou que a União precisa participar “ativamente” do combate ao crime organizado. Na avaliação dele, os estados “não deram conta” de enfrentar sozinhos a criminalidade sob a divisão de atribuições estabelecida pela Constituição de 1988.

Lula associou a proposta à ampliação da atuação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal. Também afirmou que o governo trabalha para transformar 138 presídios regionais em unidades de segurança máxima.

“Então queremos uma mudança para que a União possa entrar na questão de segurança, melhorando a participação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Penal. Nós estamos transformando 138 presídios regionais, onde o Comando Vermelho e o PCC comandam o crime, em cadeia de segurança máxima, para que a gente possa acabar com o crime”, declarou.

No mesmo encontro, o presidente cobrou um posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre a proposta em discussão no Senado para acabar com a escala de seis dias de trabalho e um de descanso, conhecida como 6×1. Lula defendeu cinco dias de trabalho e dois de folga, sem redução salarial.

“O fim da escala 6×1… É muito importante que vocês que são parlamentares divulguem onde vocês moram, para os eleitores de vocês, o pessoal da comunidade, o significado do fim da escala 6×1. Nós temos que traduzir: ao invés de seis dias de trabalho, um de descanso, nós vamos querer cinco dias de trabalho, sem desconto salarial e dois dias de descanso”, declarou.

Flávio é crítico à proposta e defende a negociação da jornada entre trabalhadores e empregadores. Lula rejeitou esse argumento e cobrou que o adversário vote a favor da mudança e oriente o PL a apoiar o texto.

“Quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favorável e a pedir para o PL votar favorável. Porque eles estão inventando uma história de que é melhor negociar com o patrão, como se, no acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha”, concluiu Lula.