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Senado

Samanda liga para Rogério e Styvenson e defende ‘consenso’ em prol do Estado

Senadora eleita diz estar aberta ao diálogo com os futuros colegas, mas mantém alinhamento ao PT; sobre presidência do Senado, não antecipa apoio a Rogério Marinho
Agora RN
07/10/2026 | 22:57

A senadora eleita Samanda de Lula (PT) afirmou que telefonou para os senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (Podemos) na segunda-feira 5, após o resultado da eleição, e defendeu a construção de consensos entre os integrantes da bancada potiguar em benefício do Rio Grande do Norte.

A nova senadora potiguar, que tomará posse em 1º de fevereiro para um mandato de oito anos, apresentou os contatos como um gesto de disposição para dialogar. “Eu tenho dito que vou ser uma senadora do Rio Grande do Norte. Acabou a campanha. No que a gente puder construir consenso para defender o nosso Estado, os interesses do povo do nosso Estado, eu estou à disposição”, declarou.

Samanda de Lula participa de atividade de campanha
Senadora eleita fez gesto de diálogo com os outros dois integrantes da bancada — Foto: José Aldenir

Segundo Samanda, as ligações aos futuros colegas de bancada expressam essa abertura para uma atuação conjunta em assuntos de interesse dos potiguares.

No último domingo, Samanda foi eleita para uma das vagas do RN no Senado com 635.924 votos (17,63%). Styvenson Valentim foi reeleito para a outra vaga, com 1.055.000 votos (29,25%). Rogério Marinho foi eleito em 2022 e tem mandato até 2030.

Samanda ponderou, porém, que a busca por entendimento não significa afastamento do campo político que a elegeu. Afirmou que sua atuação no Senado estará vinculada às bandeiras que defende e ao grupo liderado nacionalmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, no Estado, pela governadora Fátima Bezerra (PT).

“A minha atuação será uma atuação em conjunto com o campo político que eu pertenço, que me elegeu, com as bandeiras que eu defendo”, afirmou. Ao distinguir a possibilidade de cooperação das disputas políticas, acrescentou: “Eu pertenço a um campo político e vou defender aquilo que eu defendi durante a campanha e durante toda a minha vida na política”.

Nesta quarta-feira 7, Samanda foi questionada sobre uma possível candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado e sobre como conciliaria o interesse do RN com as divergências partidárias. O potiguar aparece entre os favoritos ao comando da Casa e já iniciou articulações para a disputa do início de 2027.

A petista não antecipou apoio ou oposição a Rogério. Disse que o assunto não foi discutido nos telefonemas e considerou prematuro definir uma posição. “A gente não entrou nessa discussão, até porque não cabe, não está colocado. Ainda não tomei posse”, afirmou. Na mesma resposta, reforçou que seu posicionamento nas disputas do Senado será construído em conjunto com seu campo político.

Samanda também relatou ter ido ao Senado na segunda-feira e conversado com a direção da instituição. Disse, entretanto, que a prioridade neste momento é o segundo turno: “Espera passar o segundo turno e eleger Lula, eleger Cadu para poder a gente pensar na atuação do Senado”.

Segundo turno

Ao avaliar a campanha presidencial, reconheceu problemas no primeiro turno e defendeu mudanças para ampliar a votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu acho que teve equívocos na comunicação, principalmente, pontualmente em alguns diálogos políticos, de construção política em algumas localidades”, declarou. Segundo ela, a campanha precisa corrigir esses pontos para superar a diferença em relação ao adversário.

“Nós estamos com muita esperança de fazer os acertos agora, de corrigir a rota para que a gente consiga retirar essa diferença e o Rio Grande do Norte dar sua contribuição”, afirmou. A senadora eleita resumiu a tarefa dos aliados no Estado: “O nosso desafio agora é ampliar a votação do Lula”.

Sobre Cadu de Lula (PT), que está no segundo turno da disputa para o Governo do RN com Allyson (União), atribuiu o desempenho no primeiro turno ao contato com os eleitores, às propostas e à apresentação de realizações dos governos estadual e federal. “Cadu falou com muita verdade para as pessoas, andou muito, dialogou, falou de propostas concretas”, disse. Para Samanda, a associação com Lula e a defesa da continuidade administrativa contribuíram para levar o candidato à disputa do segundo turno.