O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) afirmou nesta terça-feira (29) que manterá sua candidatura à Presidência da República até “o último minuto”. A declaração ocorre em meio à pressão de integrantes do partido para que ele deixe a disputa e apoie Flávio Bolsonaro (PL).
Em entrevista durante agenda pública em Ipatinga, no Vale do Aço, Zema disse que tem compromisso com o partido, os apoiadores e a própria candidatura. Segundo ele, sair da disputa antes da votação seria como deixar uma partida antes do fim.

Os pedidos para que Zema retire a candidatura cresceram após o deputado Ricardo Salles, então candidato do Novo ao Senado, desistir da campanha para apoiar Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) em São Paulo. O governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) também defendeu a união da direita na reta final.
Na semana anterior, Marina Helena, de São Paulo, declarou apoio a Flávio Bolsonaro. Zema afirmou considerar naturais as movimentações de lideranças e apoiadores em diferentes partidos.
Pesquisas e segundo turno
Na pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, Zema registrou 1% das intenções de voto. Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) apareceram com 4%, Renan Santos (Missão) teve 3%, Lula somou 39% e Flávio Bolsonaro, 34%. Indecisos representaram 5%, enquanto 10% indicaram branco ou nulo.
Zema disse esperar que os candidatos de direita se unam em um eventual segundo turno contra Lula. A votação do primeiro turno está marcada para domingo (4).