O governo federal revisou projeções de despesas obrigatórias, como Previdência Social, pessoal, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e subsídios, e abriu espaço no Orçamento de 2026 para aumentar os recursos destinados ao Bolsa Família.
A revisão consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre, divulgado na quinta-feira 24 pelo Ministério da Fazenda. O documento estima redução de despesas e melhora nas condições para ampliar o orçamento de programas sociais.

Segundo o relatório, a revisão das despesas obrigatórias representa R$ 17,9 bilhões a menos em relação à projeção anterior. O governo também alterou estimativas ligadas à Previdência, ao BPC e ao abono salarial.
Espaço fiscal
A redução projetada para 2026 foi associada à revisão de benefícios e despesas administrativas. Parte do espaço fiscal poderá ser destinada ao Bolsa Família e a outras políticas públicas, conforme a definição do Orçamento.
O Ministério do Planejamento informou que o ajuste busca acomodar despesas prioritárias, respeitando as regras fiscais. A revisão considera mudanças em benefícios, atualização de cadastros e projeções de receitas e despesas.
Para 2027, o governo prevê novos ajustes na estimativa de gastos. O resultado dependerá da tramitação do Orçamento e das decisões sobre programas sociais, benefícios e despesas obrigatórias.