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Blog do Agora

Rogério Marinho diz que reforma do Judiciário seria a prioridade se presidir o Senado

Senador afirma que proporia o fim das decisões monocráticas e mandatos para juízes; a coluna traz ainda o apoio de Dr. Tadeu a Zenaide Maia e a decisão do MPF sobre Paulo Gonet
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25/09/2026 | 22:57

Proposta

Cotado para ser presidente do Senado caso Flávio Bolsonaro vença as eleições, Rogério Marinho afirma que a reforma do Judiciário seria a prioridade do seu mandato, com medidas como o fim das decisões monocráticas e o estabelecimento de mandatos para juízes. Também defendeu uma mudança na regra sobre processos de impeachment. “Minha proposta: se 49 senadores assinarem um pedido de cassação, a abertura do processo será automática”, afirmou, em entrevista à revista Veja. Atualmente, só o presidente do Senado pode abrir impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, independentemente do número de senadores que apoiem a medida.

Divisão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a divisão de votos entre candidatos do campo aliado contribuiu para a eleição de Rogério Marinho ao Senado pelo Rio Grande do Norte em 2022. Sem mencionar diretamente o nome de Rafael Motta, Lula citou um “companheiro do PSB, rebelde” que decidiu disputar o Senado mesmo depois de a aliança liderada pela então candidata Fátima Bezerra ter definido apoio a Carlos Eduardo Alves. “Um ato impensado pode trazer um prejuízo muito grande para quem vai governar o País”, afirmou.

Senador Rogério Marinho fala ao microfone no púlpito do Senado, com bandeiras ao fundo
O senador Rogério Marinho, cotado para presidir o Senado se Flávio Bolsonaro vencer: ele defende o fim das decisões monocráticas — Carlos Moura/Senado

Pula-pula

O prefeito de Caicó, Dr. Tadeu (PSDB), rompeu com a candidatura de Samanda de Lula (PT) e anunciou apoio à reeleição de Zenaide Maia (PSD) para o Senado. Ele argumentou que mudou o voto porque, depois que aderiu à candidatura de Allyson Bezerra (União) para o Governo, Caicó passou a sofrer “todo tipo de desprestígio” por parte de pessoas ligadas ao grupo do atual governo estadual. “Um prefeito não pode aceitar que sua cidade seja tratada assim. Ficou inviável manter aquele apoio”, disse Tadeu, que votaria em Samanda por acordo com a governadora Fátima Bezerra (PT). O outro voto de Tadeu para o Senado vai para Styvenson Valentim (Podemos).

Nossa Senhora

Assessor especial da Presidência no governo Bolsonaro, Victorio Galli apresentou, quando era deputado federal, um projeto de lei para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Nos últimos dias, a proposta passou a ser associada a Flávio Bolsonaro, que negou o apoio à medida nesta sexta-feira 25. “Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto. Até o final, o PT só sabe fazer isso: mentir. Chegou no poder pela mentira, mas a gente vai tirar ele com a verdade”, disse Flávio em vídeo nas redes sociais.

Caso Master

O Conselho Superior do Ministério Público Federal negou nesta sexta-feira 25 a abertura de uma investigação contra Paulo Gonet pela atuação no caso do Banco Master. O órgão também manteve o procurador-geral da República à frente das investigações envolvendo a instituição de Daniel Vorcaro, depois da revelação de elo entre o ex-banqueiro e o PGR. O placar em relação à instauração de uma apuração foi de cinco votos contrários à medida e quatro favoráveis. Os nove conselheiros foram unânimes para defender que Gonet não deve ser afastado dos processos.