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Lula

Lula defende soberania e critica interferência externa em eleições

Presidente abriu o debate da Assembleia Geral da ONU e afirmou que o Brasil busca relações internacionais baseadas em cooperação e desenvolvimento
Agora RN
22/09/2026 | 16:49

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a soberania dos países e criticou interferências externas em processos eleitorais durante discurso na abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

A fala ocorreu a menos de duas semanas da eleição presidencial brasileira e em meio às tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. Lula afirmou que o cenário internacional exige uma escolha entre multilateralismo e unilateralismo, além de soberania e subordinação.

Presidente Lula discursa no púlpito da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York
Lula discursou na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York - Foto: reprdução / globo news

O presidente disse que o Brasil busca relações internacionais baseadas em cooperação e desenvolvimento. Sem citar diretamente os Estados Unidos no trecho, declarou que o país não cabe “no quintal de ninguém”.

Lula também defendeu maior integração entre países da América Latina e afirmou que diferenças ideológicas não devem impedir a cooperação regional. Segundo ele, a democracia voltou a ser ameaçada por interferências estrangeiras em eleições.

A eleição presidencial brasileira está marcada para 4 de outubro. Lula disputa o cargo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve nos Estados Unidos em maio e foi recebido pelo presidente Donald Trump na Casa Branca.

Outro ponto de divergência entre os dois países envolve o comércio. A administração norte-americana impôs tarifas adicionais a produtos brasileiros, medida contestada pelo governo brasileiro.

Na área ambiental, Lula afirmou que o Brasil pode conciliar desenvolvimento econômico, preservação e redução das emissões. O presidente citou a redução do desmatamento, a presença de fontes renováveis na matriz energética e defendeu que a floresta tem maior valor preservada.

Ao mesmo tempo, afirmou que o país seguirá buscando a exploração de recursos naturais, como reservas da Margem Equatorial e terras raras utilizadas em atividades ligadas à transição energética.

O debate geral da ONU reúne representantes dos 193 Estados-membros e ocorre entre 22 e 28 de setembro. Desde 1955, o Brasil é o primeiro país a discursar na abertura da sessão.