O governo do Nepal estima que precisará de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões para reconstruir as áreas atingidas pela enchente que devastou regiões próximas à fronteira com a China. A estimativa foi apresentada neste sábado 29 pelo ministro das Finanças, Swarnim Wagle, em entrevista à Reuters.
“A estimativa inicial é de US$ 4 a US$ 5 bilhões. É apenas uma estimativa”, afirmou Wagle. “Precisaremos de muito menos do que precisamos para o terremoto de 2015. As perdas e os danos estão sendo avaliados”, completou.

A tragédia começou na quarta-feira, quando o desabamento de uma geleira provocou uma torrente de rochas, gelo, lama e detritos nos sistemas fluviais da cordilheira do Himalaia. O desastre atingiu áreas do Nepal e do Tibete, na China, deixando centenas de mortos e milhares de desaparecidos dos dois lados da fronteira.
A enchente destruiu cidades, pontes e rodovias, além de causar danos a importantes usinas hidrelétricas do país.
O ministro não explicou por que acredita que o custo da reconstrução será inferior aos cerca de US$ 9 bilhões gastos após o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o Nepal em 2015, considerado o pior desastre já registrado no país.
Na ocasião, o terremoto matou quase 9 mil pessoas, destruiu mais de meio milhão de casas e provocou prejuízos equivalentes a aproximadamente um terço da economia nepalesa.
Embora a estimativa atual seja menor, o governo avalia que as enchentes representam um forte impacto para a economia do país, que depende das remessas enviadas por trabalhadores no exterior, do turismo e da geração de energia hidrelétrica. Segundo as autoridades, os danos atingiram projetos responsáveis por mais de 12% da capacidade nacional de geração de energia.