Quase 32 hectares de Mata Atlântica foram identificados como áreas de desmatamento ilegal no Rio Grande do Norte durante uma operação de fiscalização realizada entre os dias 17 e 27 de agosto. Ao todo, foram constatados 31,86 hectares de vegetação afetada, com aplicação de R$ 2.888.250 em multas.
A fiscalização também resultou na emissão de 10 autos de infração e quatro embargos. As ações ocorreram em 13 locais distribuídos por municípios do litoral e da Região Metropolitana de Natal.

Fiscalização identificou áreas por monitoramento
As suspeitas foram inicialmente apontadas por sistemas de monitoramento remoto, que identificaram alterações na cobertura vegetal. Entre as ferramentas utilizadas está o MapBiomas Alerta, usado para indicar locais com possíveis sinais de desmatamento.
Depois da análise dos alertas, equipes foram aos pontos selecionados para verificar presencialmente as condições das áreas e adotar as medidas administrativas cabíveis.
Operação percorreu nove municípios
As fiscalizações foram realizadas em Canguaretama, Goianinha, Vila Flor, Arez, Baía Formosa, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Nísia Floresta e São José de Mipibu.
A operação foi coordenada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), em parceria com o Ibama, o Idema e o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAMB).
A ação fez parte da Operação Mata Atlântica em Pé 2026, realizada simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma. O objetivo é identificar áreas de supressão ilegal da vegetação e responsabilizar os envolvidos nas irregularidades ambientais.
Multas ultrapassaram R$ 2,8 milhões
No Rio Grande do Norte, o trabalho resultou em R$ 2.888.250 em multas, além dos autos de infração e dos embargos aplicados durante as fiscalizações.
Segundo a promotora de Justiça Luciana Maria Maciel, coordenadora da operação no estado, a atuação conjunta entre os órgãos amplia a capacidade de fiscalização e de combate ao desmatamento ilegal.