O Styvenson Valentim de 2026 é bem diferente daquele que apareceu para a política potiguar em 2018. Candidato à reeleição pelo Podemos, o senador começou a campanha com uma condição financeira que nenhum outro candidato do Rio Grande do Norte dispõe: recebeu de uma só vez R$ 3.811.887,03 do fundo eleitoral, exatamente o valor correspondente ao teto de gastos permitido para uma candidatura ao Senado no Estado.
Não há qualquer ilegalidade nisso. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (nome oficial do fundo eleitoral) é formado por recursos públicos previstos no Orçamento da União e distribuídos pelos partidos para financiar seus candidatos.

A questão aqui não é jurídica. É política.
É impossível não comparar o Styvenson de hoje com aquele que, em 2018, surgiu praticamente sozinho, sem estrutura partidária robusta e sem dinheiro do fundo eleitoral.
Naquela campanha, que terminou com uma eleição consagradora de 745.827 votos, Styvenson declarou receita de apenas R$ 44.661,41. Recursos próprios e doações. Do fundo eleitoral: zero. Ele era filiado à Rede.
Quatro anos depois, em 2022, quando decidiu disputar o Governo do Estado, já no Podemos, repetiu praticamente a mesma lógica. Declarou receita de apenas R$ 8.412,00, novamente sem recursos do fundo eleitoral. Terminou em terceiro lugar, com 307.330 votos.
Agora, em 2026, a realidade é outra.
Styvenson alianças, apoios políticos e uma estrutura eleitoral que jamais teve nas duas campanhas anteriores. E começa a disputa com quase R$ 3,9 milhões à disposição.
Não significa que tenha abandonado suas bandeiras ou que exista algo errado em aceitar recursos que a legislação permite e o partido decidiu destinar à sua candidatura.
Mas significa, sim, que existe um novo Styvenson.
O candidato que chegou ao Senado em 2018 sem dinheiro e sem padrinhos políticos agora entra em campo com musculatura partidária, alianças e o caixa abastecido até o limite permitido pela Justiça Eleitoral.
Em oito anos, Styvenson percorreu um longo caminho.
Financeiramente, foi do chão ao teto. Politicamente, também subiu muitos andares.
PDT aposta em Rafael Motta
Ao repassar logo no início da campanha R$ 3 milhões do fundo eleitoral para Rafael Motta, candidato ao Senado, a direção nacional do PDT dá uma demonstração concreta da prioridade conferida à disputa no Rio Grande do Norte. O valor representa, até agora, 100% das receitas declaradas pela campanha de Rafael.
Check-up vascular gratuito
A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular no RN realiza no sábado 29, das 8h às 15h, no Ginásio Nélio Dias, na Zona Norte de Natal, a 12ª edição do Check-up Vascular. A ação integra a campanha Agosto Azul Vermelho e oferecerá atendimento médico gratuito à população. Serão disponibilizadas cerca de 700 fichas.
Agripino cuida do pé esquerdo
Presidente do União Brasil no RN, o ex-senador José Agripino Maia passou por uma cirurgia de rotina nesta quinta-feira 27, no Hospital São Lucas, em Natal. O procedimento, uma artroplastia do hálux, foi realizado no dedão esquerdo do pé para tratar uma rigidez na articulação. A cirurgia foi conduzida pelo ortopedista Fillipi Alves.
Caravanas pelo interior
Os candidatos ao Governo do RN intensificam as agendas pelo interior neste fim de semana. Allyson Bezerra (União) e Álvaro Dias (PL) farão caravanas por municípios do Seridó, enquanto Cadu Xavier (PT) seguirá para o Oeste e Alto Oeste. Em dias alternados, Jucurutu e Caicó estarão nos roteiros tanto de Allyson quanto de Álvaro, colocando os dois adversários em disputa direta por espaço político no Seridó.