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Investigação

Polícia apura hipótese de pai ter matado filho de cinco anos e depois tirado a própria vida em Areia Branca

Vítimas apresentavam ferimentos provocados por arma branca; Polícia Civil investiga a dinâmica e a autoria das mortes ocorridas no Centro do município
Agora RN
24/08/2026 | 13:56

A Polícia Civil apura a hipótese de que João Paulo Fernandes tenha matado o filho de cinco anos e, em seguida, tirado a própria vida dentro de uma residência no Centro de Areia Branca, na Costa Branca do Rio Grande do Norte. Pai e filho foram encontrados mortos na manhã desta segunda-feira 24.

A informação foi dada pela delegada Júlia Cavalcante, do Núcleo de Investigação de Mortes Violentas (Nimov) de Mossoró, que acompanha o caso. Ela ressaltou, no entanto, que essa é apenas uma hipótese inicial e que a dinâmica das mortes ainda dependerá da investigação e dos resultados periciais.

Viatura da Polícia Militar ao lado de homem com criança
Viatura da Polícia Militar e imagem de pai com criança — Foto: Reprodução

“Supostamente foram mortos, supostamente trata-se de um homicídio seguido de um suicídio, mas isso é uma suposição. E os ferimentos são de faca, então a gente precisa agora apurar mais elementos para poder verificar”, afirmou.

A delegada confirmou que a criança apresentava ferimentos provocados por faca.

“Sim, infelizmente sim, ela tinha golpe de faca, a criança”, declarou.

Pai e filho foram encontrados no quarto em Areia Branca

Segundo Júlia Cavalcante, os dois corpos foram localizados no quarto da residência. Ela preferiu não fornecer outros detalhes sobre a cena encontrada pelos investigadores.

“Eu prefiro preservar essa informação. Eu só posso dizer que os dois foram encontrados no quarto”, disse.

A casa não apresentava sinais de arrombamento. A Polícia Civil investiga agora se outra pessoa entrou no imóvel ou se as mortes ocorreram apenas na presença de pai e filho.

“Provavelmente aconteceu ontem à noite. Ele quem estava com o filho. Se entrou mais alguém, se aconteceu mais alguma outra coisa, as investigações é que ainda vão apurar”, afirmou a delegada.

Uma arma branca foi encontrada próxima aos corpos e será submetida à perícia. Os exames também deverão ajudar a determinar as circunstâncias das mortes.

Criança passava períodos na casa do pai em Areia Branca

A delegada explicou que o menino não morava permanentemente com João Paulo, mas passava períodos na residência dele.

“A criança não morava com o pai, ele ficava alguns momentos com o pai. Era como se fosse uma guarda compartilhada. Nesse período ele ficava com a avó e com o pai também”, explicou.

Segundo a investigação, João Paulo morava sozinho na residência, mas mantinha objetos e roupas do filho no imóvel porque a criança permanecia com ele em determinados períodos.

“Tem roupa da criança, tem toalha da criança. A criança ficava com o pai também”, acrescentou.

Polícia investiga condição do pai antes das mortes em Areia Branca

Questionada sobre o histórico de João Paulo, Júlia Cavalcante afirmou que a Polícia Civil recebeu informações de que ele e a mãe da criança faziam uso de drogas. Segundo a delegada, a mãe estaria há cerca de cinco meses em tratamento em Mossoró.

A investigação, porém, ainda não sabe se João Paulo havia utilizado alguma substância antes das mortes.

“Se ele estava acometido de drogas ou não nesse momento, as perícias é que vão identificar”, afirmou.

A delegada disse ainda que, até o momento, não há informações de histórico de violência de João Paulo contra o filho.

“Sobre o pai ser violento com a criança, nós não temos nenhuma informação”, declarou.

Polícia ainda não trabalha com hipótese de vicaricídio

Questionada sobre a possibilidade de o caso ser investigado como vicaricídio — quando uma criança é morta como forma de atingir ou causar sofrimento ao outro responsável —, a delegada afirmou que essa hipótese ainda não foi levantada pela equipe.

“Inicialmente não levantamos isso. Essa hipótese ainda não surgiu, até porque a gente ainda precisa colher vários depoimentos dos familiares para poder verificar se há essa hipótese”, explicou.

A Polícia Científica realizou a perícia no imóvel e recolheu materiais que serão analisados. Familiares também deverão ser ouvidos nos próximos dias para ajudar a esclarecer a dinâmica e a motivação das mortes.

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