O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União) defendeu a redução da burocracia, a aceleração do licenciamento de empreendimentos e a ampliação das parcerias com o setor privado como caminhos para estimular a economia e recuperar a capacidade de investimento do Estado.
“Esse estado deixará de ser um estado travado, um estado parado, para ser um estado dinâmico, que olha para a frente, moderno”, declarou em sabatina do programa Cidade Alerta, da TV Tropical, nesta quarta-feira 19.

O Idema no centro da proposta
Segundo o ex-prefeito de Mossoró, a mudança passa por uma atuação mais eficiente do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, órgão estadual responsável pelo licenciamento ambiental, sobretudo na análise de projetos considerados estratégicos.
“Nós temos que fazer com que o órgão licenciador do Estado destrave para que a gente consiga emitir licenças para instalação de parque eólico, de energia solar, instalação de petróleo, de gás natural, para que a gente consiga ter instalação de minérios, construção de hotéis, de resorts para fomentar o nosso turismo”, afirmou.
A aposta encontra um setor em que o Estado já lidera: o Rio Grande do Norte tem mais de 10 gigawatts de capacidade eólica instalada, a maior do país, e prepara projetos de geração no mar, hidrogênio verde e um complexo portuário-industrial em Caiçara do Norte. O gargalo apontado por estudos do setor, porém, não é apenas licenciamento — envolve também limitações na rede de transmissão e falta de qualificação profissional.
A conta que ele propõe
Na avaliação do candidato, a instalação desses empreendimentos permitiria ampliar a arrecadação sem aumentar a carga tributária. Allyson prometeu não elevar impostos caso seja eleito e voltou a criticar o reajuste da alíquota modal do ICMS de 18% para 20%, aprovado na atual gestão.
“Com isso, vem uma arrecadação a mais para o Estado. O Estado arrecada a mais sem ter que aumentar impostos, como aconteceu nesses últimos anos”, disse.
O compromisso de não aumentar tributos já havia sido assumido por ele na sabatina da Fecomércio RN, no início da semana. É uma promessa que terá de conviver com o quadro fiscal que ele herdaria: o Estado comprometeu 56,12% da Receita Corrente Líquida Ajustada com a folha do Executivo no primeiro quadrimestre de 2026, o maior percentual do país e acima do teto de 49% da Lei de Responsabilidade Fiscal, além de déficit previdenciário superior a R$ 2 bilhões.
As declarações foram noticiadas originalmente por O Correio de Hoje.