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Greve

Professores de Natal mantêm greve mesmo após decisão do TJRN que determina retorno às aulas

Categoria decidiu continuar paralisação nesta segunda-feira 17; decisão judicial prevê multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento
Agora RN
17/08/2026 | 12:59

Os professores da rede municipal de Natal decidiram manter a greve mesmo após uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) determinar o retorno imediato da categoria às salas de aula. A deliberação ocorreu durante assembleia realizada nesta segunda-feira 17.

A decisão judicial foi proferida pelo desembargador Glauber Rêgo e estabelece multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. A categoria, no entanto, optou pela continuidade da paralisação após avaliar a determinação.

Professores da rede municipal de Natal levantam cartões durante assembleia que decidiu pela manutenção da greve
Professores da rede municipal de Natal participaram de assembleia e votaram pela continuidade da greve nesta segunda-feira 17 Foto: Divulgação/Sinte-RN

Antes da assembleia, os educadores participaram de uma mobilização em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN), na avenida Rio Branco, na Cidade Alta, e seguiram em caminhada em direção à sede da Prefeitura de Natal.

Categoria diz que greve busca pressionar Prefeitura

Os professores afirmam que a manutenção da greve está relacionada à falta de avanço nas negociações com a gestão municipal.

O sindicalista Miguel Salustiano, do Sinte-RN, afirmou que a decisão da categoria não deve ser interpretada como um confronto com o Judiciário.

“Não é uma decisão contra o Judiciário, e sim em função da Prefeitura, que negou a negociar. Queremos negociar, a Prefeitura não reconhece os problemas que a categoria enfrenta.”

O Sinte-RN já vinha cobrando avanços nas negociações com a Prefeitura. Em julho, a entidade informou que os educadores poderiam entrar em greve caso não houvesse respostas concretas da gestão municipal. Entre as queixas apresentadas estavam perdas salariais, problemas de infraestrutura nas escolas, mudanças na matriz curricular e outras demandas da categoria.

Professores cobram recomposição salarial

Entre as principais reivindicações apresentadas pelos professores está uma recomposição salarial de 4,6%. A categoria também afirma acumular perdas de aproximadamente 60% ao longo dos últimos anos.

A pauta salarial já havia provocado outras mobilizações em 2026. Em abril, os profissionais da rede municipal fizeram uma paralisação de 24 horas por reposição salarial. Na ocasião, a categoria também cobrava a revisão da Lei Complementar nº 241/2024 e melhores condições de trabalho.

Em fevereiro, o Sinte-RN divulgou as tabelas salariais atualizadas após o reajuste de 5,4% do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério para 2026. O valor nacional passou de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 considerando jornada de 40 horas semanais.

Mobilização deve continuar

Mesmo diante da determinação judicial, os professores decidiram manter a mobilização e pressionar a Prefeitura por uma nova rodada de negociações.

A categoria sustenta que a paralisação continuará enquanto não houver avanço nas tratativas sobre as reivindicações apresentadas.

Até o momento, não há informação confirmada sobre uma nova proposta da Prefeitura de Natal após a assembleia desta segunda-feira 17.