Com mais de 500 mil espectadores em mais de 600 apresentações, a peça “O Vendedor de Sonhos” leva aos palcos a história criada pelo escritor Augusto Cury. A adaptação teatral do best-seller foi feita pelo próprio autor e reúne no elenco Mateus Carrieri, Milton Levy, Adriano Merlini, Fernanda Mariano, Bruno Sperança e Guilherme Carrasco. A abertura da casa está marcada para as 18h.
A trama acompanha Júlio César, interpretado por Mateus Carrieri, que tenta tirar a própria vida, mas é impedido pelo Mestre, um homem em situação de rua vivido por Milton Levy. Durante o encontro, o Mestre oferece ao personagem uma “vírgula”, como forma de convencê-lo a continuar escrevendo a própria história.

A partir daí, os dois se unem a Bartolomeu, interpretado por Adriano Merlini, para cumprir a missão de “vender sonhos” e provocar reflexões sobre a sociedade. O desenvolvimento da história, porém, revela um passado conflituoso do Mestre que pode comprometer a trajetória do grupo.
“O Vendedor de Sonhos” é a primeira obra de Augusto Cury adaptada para o teatro. O livro já foi traduzido para mais de 60 idiomas e também ganhou uma versão para o cinema.
“Ver os atores interpretando os personagens que eu construí nas mais diversas situações estressantes em que eles passaram, levando o espectador a fazer uma viagem para dentro de si mesmo para encontrar o mais importante endereço que poucos encontram, o endereço em sua própria mente, é de fato um grande prazer”, afirma Cury.
A ideia de levar a obra aos palcos surgiu durante palestras realizadas pelo escritor em parceria com a Applaus e o diretor Luciano Cardoso. Segundo Cardoso, a proximidade proporcionada pelo teatro foi considerada uma forma de abordar questões emocionais tratadas pela obra.
“Eu vinha percebendo que estava em franca expansão a questão de as pessoas discutirem as suas emoções, em especial um tema muito delicado, que é a prevenção ao suicídio, infelizmente algo crescente em nossa sociedade. E sabendo da relação muito próxima de atores e platéia, o que poderia ser positivo para que tocasse as pessoas, como vem ocorrendo pelo Brasil afora e até no exterior, acreditamos”, afirma.
Segundo o diretor, a recepção do público ao longo das apresentações confirmou a decisão de adaptar o livro. “O retorno que todos nós recebemos e o impacto positivo que a obra gera, é realmente muito gratificante”, acrescenta.
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