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Premiação

Beyoncé e Adele disputam os principais prêmios da 59ª edição do Grammy

Caetano Veloso e Gilberto Gil disputam o prêmio com o registro ao vivo da turnê Dois Amigos, Um Século de Música
Por Agência Estado
12/02/2017 | 09:01

Duas das maiores cantoras da atualidade, Beyoncé e Adele vão travar uma batalha acirrada pelos principais prêmios do Grammy Awards, que será realizado neste domingo, 12, em Los Angeles, a partir das 23h (Brasília). Artistas já consagradas da indústria fonográfica, elas disputam o prêmio de melhor álbum do ano, melhor gravação e canção do ano.

Na corrida entre os indicados, Beyoncé, porém, sai na frente. Com 9 indicações, a cantora se tornou a mulher mais indicada da história da premiação. Abocanhou, inclusive, uma indicação na categoria de melhor performance de rock pela música Don’t Hurt Yourself, feita em parceria com Jack White.

Beyoncé e adele disputam os principais prêmios da 59ª edição do grammy

Em toda a história do Grammy, Beyoncé já foi indicada 62 vezes. Venceu 20. Lemonade, seu álbum lançado de surpresa em abril, surpreendeu a todos com uma forte mensagem sobre separação, feminismo e empoderamento de mulher. Tudo isso, claro, sem deixar a veia pop de lado.

Adele, em contrapartida, é a única com chances reais de roubar a coroa de Beyoncé. 25, seu arrebatador terceiro álbum de estúdio, vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo. Impulsionada pelo hit chiclete Hello, a britânica recebeu ao todo cinco indicações, ficando apenas atrás de Drake, Rihanna e Kanye West, com oito. Além disso, Adele vai voltar a fazer show no palco do Grammy, depois de uma apresentação desastrosa no ano passado, quando cantou All I Ask, recém-lançada de 25. Trata-se, portanto, da redenção para uma artista que desafinou ao vivo, alegou “problemas técnicos”, decepcionou o público, mas tem tudo para realizar uma performance brilhante em 2017.

Apesar de Drake, Rihanna e Kanye West correrem por fora, o mais importante prêmio da música internacional deve mesmo consagrar o furação Beyoncé ou a sofrência de tons agudos e estridentes de Adele.

Se o Grammy há tempos aposta em nomes pouco conhecidos para despontar futuramente (leia mais ao lado), este ano, entretanto, a indústria precisava de um “nomão clássico” para não cair na mesmice e repetir fórmulas.

O norte-americano Frank Ocean tinha todos os pré-requisitos para manter o script. Os elogiados Endless e Blonde, apontados por muitos como os grandes discos de 2016, sequer foram inscritos na premiação, ato que surpreendeu a indústria da música. “O Grammy não representa muito bem as pessoas que vêm de onde eu venho e que aguentam o que eu aguento”, afirmou o rapper em entrevista ao jornal The New York Times.

A falta de representatividade de negros e latinos no Grammy não deve ser a única pauta da cerimônia deste domingo. Discursos contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a exemplo do que aconteceu no Globo de Ouro, com a atriz Meryl Streep, em janeiro, também devem ser feitos.

Caetano e Gil

O Brasil volta a figurar entre os indicados na categoria melhor álbum de World Music. Caetano Veloso e Gilberto Gil disputam o prêmio com o registro ao vivo da turnê Dois Amigos, Um Século de Música. As chances são grandes, apesar dos cotadíssimos Celtic Woman e Yo-Yo Ma & The Silk Road Ensemble aparecerem com força entre os indicados.

David Bowie, que morreu em janeiro de 2016, dois dias depois de lançar o álbum Blackstar, recebeu quatro indicações, incluindo disco de música alternativa.