A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na quinta-feira 13, a operação “Identidade Emprestada”, que apura a atuação de um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes por meio da venda fraudulenta de imóveis na Grande Natal. A ação resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. Um homem de 26 anos foi preso, suspeito da prática de fraudes imobiliárias e estelionato.
Segundo as investigações, o grupo atuava de forma organizada e com divisão de tarefas para aplicar os golpes. Os suspeitos utilizavam documentos falsificados, como procurações, contratos de cessão de direitos e extratos bancários, além de dados e identidades de terceiros, conhecidos como “laranjas”, para simular a titularidade de imóveis que não lhes pertenciam.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema levava compradores de boa-fé a efetuarem pagamentos e até assumirem supostos financiamentos de imóveis que, na realidade, não estavam sendo negociados por seus verdadeiros proprietários.
Além dos prejuízos financeiros, algumas vítimas tiveram os imóveis efetivamente ocupados pelos investigados, que também utilizavam documentação falsificada para tentar enganar a administração dos condomínios.
Mandados foram cumpridos em três estados
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou a localização de suspeitos nos estados de Sergipe, Paraíba e Pará. Com apoio das polícias civis desses estados e troca de informações entre as equipes, foram cumpridas as ordens judiciais.
Um dos investigados foi localizado e preso no município de Lucena, na Paraíba, em cumprimento ao mandado de prisão preventiva.
Os demais alvos não foram encontrados nos endereços informados e continuam foragidos.
O suspeito preso foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Segundo a Polícia Civil, as diligências continuam para localizar os demais investigados e cumprir as ordens judiciais pendentes.
A corporação também orienta que informações que possam contribuir com as investigações sejam repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.