A campanha eleitoral ganha as ruas neste domingo 16, e um detalhe chama atenção no Rio Grande do Norte: os três principais candidatos ao Governo escolheram o mesmo ponto de partida: Natal, maior colégio eleitoral do Estado.
Allyson Bezerra (União) dará a largada ao lado dos candidatos ao Senado Zenaide Maia (PSD) e Tércio Tinoco (União). Álvaro Dias (PL) também começa pela capital, cidade que administrou, acompanhado de Styvenson Valentim (Podemos) e Coronel Hélio (PL). Cadu de Lula (PT) inicia a caminhada com Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT).

No caso da chapa governista, local e formato já estão definidos: um piseiro na Avenida Roberto Freire.
Mesmo com estratégias diferentes, os três principais palanques escolheram Natal para a primeira fotografia oficial da campanha de rua. A corrida pelo Governo começa onde está a maior concentração de votos do RN.
FIERN ELEVA O NÍVEL DO DEBATE
Mérito da Fiern pela iniciativa de realizar sabatinas com os candidatos ao Governo e ao Senado do Rio Grande do Norte. A Federação abriu espaço para uma discussão mais técnica, objetiva e necessária sobre aquilo que realmente interessa: os problemas do RN e as soluções que cada candidato apresenta para enfrentá-los. Um debate que ajuda a elevar o nível da campanha.
O DEBATE DOS SOBRENOMES SE ESPALHA PELO PAÍS
O questionamento do Ministério Público Eleitoral sobre o uso de sobrenomes de lideranças nacionais não é exclusividade do Rio Grande do Norte. Em São Paulo, o MP Eleitoral apresentou 17 pedidos para impedir candidatos a deputado de utilizarem o sobrenome “Bolsonaro” nas urnas. A discussão se espalha por outros estados, segundo o Portal Metrópoles.
A CONSTITUIÇÃO PROTEGE A FONTE
A imprensa se une contrária à decisão do ministro Alexandre de Moraes de autorizar uma operação contra um ex-secretário no Maranhão a partir de informações obtidas em buscas no telefone de um jornalista. O episódio acende um alerta grave sobre uma garantia essencial ao exercício da profissão: o sigilo da fonte. A Constituição é clara no inciso XIV do artigo 5º: “É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”.
TSE DÁ RESPOSTA À VIOLÊNCIA POLÍTICA CONTRA MULHER
Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu recurso da vereadora Priscila Teixeira Pitta Muniz (PT), vítima de violência política de gênero praticada pelo vereador José Sebastião Rabello (Solidariedade), na Câmara Municipal de Nova Friburgo (RJ). A Corte fixou pena de um ano de reclusão, substituída por prestação de serviços à comunidade, além da suspensão dos direitos políticos e da inelegibilidade do vereador. Uma decisão que reforça que violência política de gênero não pode ser tratada como mero excesso de retórica no ambiente parlamentar.