BUSCAR
BUSCAR
Intoxicação

Suspeita de intoxicação por produto químico interdita hospital em São Paulo do Potengi

Paciente de aproximadamente 37 anos segue internado em estado grave, enquanto é providenciada a transferência para uma unidade especializada.
Redação
22/07/2026 | 08:44

Um paciente com suspeita de intoxicação por um produto químico mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar no Hospital Regional de São Paulo do Potengi, no Agreste potiguar. A entrada do homem na unidade levou ao isolamento de uma área do hospital e à adoção de medidas de segurança para evitar novas contaminações durante o atendimento. O paciente permanece internado em estado grave e aguarda transferência para uma unidade hospitalar especializada.

O homem tem cerca de 37 anos, embora a idade ainda não tenha sido confirmada oficialmente. As informações iniciais apontam que ele teria sido contaminado por Gastoxin, um inseticida cujo princípio ativo é o fosfeto de alumínio.

capa portal (3)
Corpo de Bombeiros forneceu equipamentos de proteção aos profissionais que atenderam a ocorrência - Foto: Reprodução/TV Tropical

Por causa do risco de exposição ao produto, o Corpo de Bombeiros foi acionado para dar suporte à equipe da unidade de saúde. A corporação isolou a área onde o paciente estava e forneceu equipamentos de proteção individual (EPIs) e equipamentos de proteção respiratória aos profissionais envolvidos no atendimento, permitindo que técnicos de enfermagem se aproximassem do paciente com segurança.

Após os primeiros atendimentos, o homem permaneceu internado no Hospital Regional de São Paulo do Potengi em estado grave. A transferência para uma unidade hospitalar especializada está sendo providenciada.

O que é o Gastoxin?

O Gastoxin é um inseticida utilizado no controle de pragas em grãos armazenados, como milho, arroz, trigo e feijão. O produto tem como princípio ativo o fosfeto de alumínio, substância que libera gás fosfina quando entra em contato com a umidade do ambiente ou com os líquidos do organismo.

A intoxicação pode ocorrer por inalação do gás ou pela ingestão do produto. A fosfina é altamente tóxica e pode provocar sintomas como náuseas, vômitos, dor abdominal, tontura, dificuldade para respirar, queda da pressão arterial e alterações cardíacas. Em casos mais graves, a exposição pode evoluir para insuficiência respiratória, falência de múltiplos órgãos e morte.

Não existe antídoto específico para a intoxicação por fosfeto de alumínio. O tratamento é de suporte, com monitoramento contínuo e controle dos sintomas, tornando o atendimento médico imediato fundamental após a exposição ao produto.