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Saúde

RN reforça alerta para prevenção das hepatites virais com vacinação e diagnóstico precoce

Boletim do Ministério da Saúde aponta que a região lidera os registros da doença; vacinação, testagem e diagnóstico precoce são fundamentais para evitar complicações graves
Redação
16/07/2026 | 10:52

O Rio Grande do Norte integra a campanha Julho Amarelo, iniciativa voltada à conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais. A mobilização chama atenção para doenças que podem permanecer silenciosas durante anos e só serem identificadas quando já provocaram danos importantes ao fígado.

De acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais do Ministério da Saúde, divulgado em 2025, a Região Nordeste concentra a maior proporção de infecções pelo vírus da hepatite A no país, com 29,2% dos casos registrados entre 2000 e 2024. O levantamento contabilizou mais de 800 mil casos de hepatites virais no Brasil no período analisado.

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A vacinação é uma das principais formas de prevenção contra as hepatites virais Foto: Magnific

No Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) mantém ações de prevenção, oferta de testes rápidos e acompanhamento dos pacientes pela rede pública de saúde, com foco na identificação precoce das infecções e na redução de complicações.

Segundo o infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), Igor Queiroz, as hepatites virais são infecções que causam inflamação no fígado e podem evoluir para quadros graves.

“As hepatites A e E são transmitidas principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados. Já as hepatites B, C e D estão relacionadas ao contato com sangue contaminado e às relações sexuais desprotegidas. As hepatites B e C também podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto”, explica.

Entre os fatores de risco estão o compartilhamento de objetos perfurocortantes, como agulhas, seringas, lâminas de barbear e alicates de unha, além de procedimentos como tatuagens e piercings realizados sem a esterilização adequada dos materiais.

Vacinação é principal forma de prevenção

A vacinação continua sendo uma das principais ferramentas para evitar novos casos. No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra a hepatite B está disponível para toda a população. Já a vacina contra a hepatite A integra o calendário infantil e também é indicada para grupos considerados de maior risco.

“A vacina contra a hepatite B é uma das mais importantes porque também protege contra a hepatite D e reduz o risco de complicações como cirrose e câncer de fígado”, afirma o médico.

Além da imunização, especialistas recomendam medidas como manter hábitos de higiene, consumir água tratada, utilizar preservativos nas relações sexuais e evitar o compartilhamento de materiais que possam ter contato com sangue.

Testes rápidos ajudam no diagnóstico

Um dos principais desafios no combate às hepatites virais é que muitas pessoas não apresentam sintomas. Por isso, a testagem é fundamental para descobrir a doença ainda no início e iniciar o tratamento quando necessário.

Entre os sinais que podem indicar a infecção estão pele e olhos amarelados, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura e alterações nos exames que avaliam o funcionamento do fígado.

Os testes rápidos para hepatites B e C são oferecidos gratuitamente pelo SUS.

Tratamento disponível na rede pública

Após o diagnóstico, os pacientes podem ter acesso ao tratamento pela rede pública. A hepatite A geralmente apresenta cura espontânea, enquanto a hepatite B pode ser controlada com medicamentos. Já a hepatite C possui tratamentos com altas taxas de cura disponibilizados pelo SUS.

Para o especialista, a informação e o acompanhamento médico são essenciais para evitar a evolução da doença.

“As hepatites virais podem ser prevenidas e, em muitos casos, tratadas ou curadas. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de evitar complicações e preservar a saúde do fígado”, conclui.