Edson Pereira de Farias deixou a prisão após passar dois anos e 45 dias preso por uma acusação de homicídio qualificado. Detido em 10 de outubro de 2023, ele teve a inocência reconhecida pela Justiça e agora, ao lado da advogada Patrícia Vasconcelos, pretende buscar reparação pelos prejuízos que afirma ter sofrido durante o período em que permaneceu encarcerado.
Mesmo em liberdade, Edson diz que ainda convive com as consequências da prisão. Segundo ele, além do impacto emocional, perdeu a casa, precisou vender bens para custear a defesa e hoje mora de aluguel. “Quero saber por que passei dois anos e 45 dias preso inocentemente por uma coisa que não cometi”, afirmou.

Ao relembrar o período em que esteve preso, Edson relatou as dificuldades enfrentadas após a acusação. “Perdi minha moradia, hoje eu pago aluguel, tive que desfazer de alguns bens para pagar o advogado. O que eu espero é a correção deste erro. Não sou assassino, sou homem de bem. Me tiraram de dentro da minha casa e me colocaram em um lugar que mais parece o inferno”, declarou.
A advogada Patrícia Vasconcelos informou que assumiu o caso após receber o processo para análise. Segundo ela, ao revisar as provas e acompanhar o andamento da investigação, identificou inconsistências que reforçavam a tese de inocência do cliente. A partir dessa avaliação, passou a atuar na defesa para demonstrar que Edson havia sido acusado de forma indevida.
Com o reconhecimento da inocência, a defesa informou que irá adotar as medidas judiciais cabíveis para buscar indenização pelos danos materiais e morais que, segundo Edson e a advogada, decorreram da prisão.
A entrevista foi concedida ao programa Ponta Negra Manhã, onde Edson e a advogada detalharam o caso e os próximos passos da defesa.