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Polícia

Mulher que fingiu ter 12 anos é indiciada por faturar com falso câncer

Novo indiciamento está relacionado a um caso ocorrido em 2021, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba
Redação
14/07/2026 | 12:39

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou por estelionato Amanda Maria Souza da Oliveira, a mulher investigada por fingir ser uma adolescente de 12 anos para enganar uma família em Joinville (SC). O novo indiciamento está relacionado a um caso ocorrido em 2021, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, onde ela é suspeita de ter enganado integrantes de um grupo de oração ao afirmar que estava com câncer em estágio terminal.

Segundo apuração, Amanda foi interrogada na última semana e negou as acusações. O indiciamento foi formalizado na sexta-feira 10, e o inquérito foi encaminhado à Justiça do Paraná.

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Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou por estelionato Amanda Maria Souza da Oliveira, a mulher investigada por fingir ser uma adolescente. Foto: Reprodução

Amanda foi presa em 2 de junho após investigação da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) apontar que ela utilizava uma identidade falsa para se passar por uma menina de 12 anos. Conforme as investigações, ela se apresentava como “Gabriele” e dizia ter fugido do Pará após sofrer maus-tratos e violência sexual.

A história comoveu integrantes de uma igreja em Joinville, que passaram a oferecer ajuda financeira e abrigo. Posteriormente, uma família da comunidade religiosa a acolheu em casa, onde ela permaneceu por cerca de 14 meses. Durante esse período, foi tratada como filha pelos moradores, que chegaram a organizar uma festa para comemorar seus supostos 12 anos e demonstraram interesse em formalizar sua adoção.

Para manter a farsa, Amanda afirmava ser autista e dizia possuir outras condições de saúde. Ela também alegava que traumas sofridos na infância haviam provocado alterações em seu desenvolvimento físico, justificando sua aparência adulta.

A investigação aponta ainda que a suspeita adotava comportamentos infantilizados, utilizando mamadeiras, chupetas e objetos de apego para dormir, além de afinar a voz e simular crises emocionais.

A fraude começou a ser descoberta após um familiar do casal que a acolhia procurar a polícia. Durante as diligências, os investigadores confirmaram que a suposta adolescente era, na verdade, uma mulher de 37 anos.

Em depoimento, Amanda confessou ter utilizado uma identidade falsa. Ela foi indiciada em Santa Catarina pelos crimes de falsa identidade e estelionato e, agora, também responde por estelionato no Paraná em razão da investigação sobre o suposto golpe aplicado contra integrantes de um grupo religioso.