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Violência

Adolescente com tatuagem de símbolo associado ao nazismo agride mulher trans e filma ação em AL

Polícia Civil investiga possível ligação do jovem com grupos de apologia ao nazismo e apreendeu celular para perícia; vítima disse acreditar que ataque ocorreu por causa da identidade de gênero
Redação
10/07/2026 | 16:37

Um adolescente de 16 anos foi apreendido nesta quinta-feira 9 suspeito de agredir uma mulher trans de 43 anos em uma praça de São Miguel dos Campos, em Alagoas. O jovem, que possui uma suástica tatuada no corpo, símbolo associado ao nazismo, foi autuado por ato infracional equivalente a lesão corporal e discriminação, segundo a Polícia Civil.

A agressão foi registrada em vídeo. Nas imagens, o adolescente aparece dando socos e chutes na vítima enquanto um segundo rapaz acompanha a ação e grava o ocorrido. O amigo do suspeito também prestou depoimento e afirmou que não sabia que o colega cometeria a agressão.

adolescente suspeito de agredir mulher trans em sao miguel dos campos no interior de alagoas
Adolescente foi autuado por ato infracional equivalente a lesão corporal e discriminação após agressão contra mulher trans em praça de São Miguel dos Campos (AL) - Foto: Reprodução

A Polícia Civil informou que identificou indícios de que o adolescente participa de grupos que fazem apologia ao nazismo e publicam vídeos relacionados ao tema nas redes sociais. O celular do jovem foi apreendido e será encaminhado para perícia.

O delegado Bruno Fernandes, responsável pela investigação na 6ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), informou que o adolescente já possui registros anteriores de atos de violência. A corporação também apura uma possível relação do suspeito com grupos que incitam a supremacia branca.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na delegacia, a vítima voltava para a casa da mãe entre 22h e 23h quando foi surpreendida pelo adolescente, que teria colocado o capuz de um casaco antes da agressão.

A mulher sofreu lesões nos joelhos e nos braços. À polícia, ela afirmou acreditar que foi atacada por causa da sua identidade de gênero. A vítima também relatou que o suspeito já teria perseguido outras pessoas da comunidade LGBTQIAPN+.

Em nota, a Secretaria Municipal da Mulher e dos Direitos Humanos de São Miguel dos Campos repudiou a agressão. A pasta afirmou que “nada justifica qualquer ato de agressão ou violência, especialmente contra pessoas em situação de vulnerabilidade” e cobrou a punição dos envolvidos conforme a legislação.