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Literatura

Coletiva Nísia Floresta lança quarta edição de coletânea

Publicação reúne relatos autobiográficos e artigos de mulheres de diferentes áreas de atuação
Redação
10/07/2026 | 05:59

A Coletiva Nísia Floresta, grupo formado por mais de 140 mulheres que atuam na rede de enfrentamento à violência contra a mulher no Rio Grande do Norte, lançará na próxima terça-feira 14, às 15h30, no Museu da Rampa, em Natal, a quarta edição de sua coletânea.

A publicação reúne relatos autobiográficos e artigos de mulheres de diferentes áreas de atuação e busca ampliar o debate sobre direitos femininos, enfrentamento à violência, empreendedorismo, envelhecimento, seguridade social e outras temáticas relacionadas ao universo feminino. O evento também contará com arrecadação de roupas, brinquedos, produtos de higiene e venda de livros em benefício da própria coletiva e do Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC).

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Escritora Ana Lúcia em entrevista - Foto: Reprodução

A coordenadora-geral da Coletiva Nísia Floresta, defensora pública e escritora Ana Lúcia, afirmou que a organização reúne profissionais de diferentes segmentos que atuam de forma integrada para agilizar o atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade.

Segundo ela, a rede reúne defensoras públicas, promotoras de Justiça, psicólogas, assistentes sociais, médicas, juízas e representantes dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), Centros de Referência de Assistência Social (Cras), além de integrantes das redes municipal e estadual de atendimento.

A publicação dá continuidade ao trabalho iniciado em 2023, quando a Coletiva lançou seu primeiro livro reunindo autobiografias de homens e mulheres ligados à rede de proteção. “Em 2023, nós lançamos a primeira coletânea da Coletiva Nísia Floresta. Nós reunimos 32 pessoas, entre homens e mulheres, fazendo suas autobiografias, porque a nossa história não pode morrer. A gente tem que evitar o memoricídio dessas mulheres que estão lutando durante todo esse tempo”, afirmou Ana Lúcia.

Ela explicou que a proposta da obra também é aproximar a população dos serviços de proteção às mulheres. “É um livro para pessoas comuns, mulheres que precisam de auxílio na rede e que contam com a gente a qualquer momento.”

De acordo com a coordenador, as coletâneas apresentam diversidade de perfis femininos e procuram registrar experiências de mulheres de diferentes origens. “Tem toda uma interseccionalidade de mulheres brancas, mulheres negras, mulheres quilombolas”, disse. Ela informou ainda que a coletiva estuda realizar, em agosto, uma ação conjunta com a Defensoria Pública no Quilombo de São Tomé.

A nova edição terá prefácio da ex-procuradora-geral de Justiça Elaine Cardoso e um pós-prefácio produzido por uma integrante da coletiva. Além do lançamento da coletânea, o evento terá caráter solidário. A organização receberá roupas infantis e adultas, brinquedos e produtos de higiene pessoal destinados ao GACC e a ações desenvolvidas pela Coletiva.