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Copa do Mundo

Bélgica provoca Trump após eliminar Estados Unidos da Copa com goleada

Seleção belga venceu os Estados Unidos por 4 a 1, avançou às quartas de final e comemorou um dos gols com dança associada ao presidente americano, dias após a decisão da Fifa que permitiu a atuação de Folarin Balogun
Redação
07/07/2026 | 08:47

A classificação da Bélgica para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026 foi marcada por uma provocação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após vencer os norte-americanos por 4 a 1, jogadores belgas comemoraram um dos gols reproduzindo uma dança associada ao presidente, gesto que ganhou repercussão por ocorrer dias depois da decisão da Fifa que liberou o atacante Folarin Balogun para atuar mesmo após ter sido expulso na partida anterior.

Balogun havia recebido cartão vermelho direto na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, ainda na primeira fase. Aos 64 minutos, o atacante atingiu o tornozelo do defensor Tarik Muharemovic em uma disputa aérea. O árbitro brasileiro Raphael Claus inicialmente mandou o jogo seguir, mas mudou a decisão após revisão do VAR e aplicou a expulsão. Pelo regulamento disciplinar da Fifa, o jogador deveria cumprir suspensão automática na partida seguinte.

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Foto: Reprodução

A punição provocou reação nos Estados Unidos. Segundo a imprensa americana, Donald Trump entrou em contato com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a revisão da suspensão. O presidente americano afirmou publicamente que o lance teria sido um choque acidental e chegou a declarar que desconhecia que um cartão vermelho impediria o atleta de disputar o jogo seguinte. Trump também classificou o histórico de Raphael Claus como “suspeito”.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) saiu em defesa do árbitro brasileiro e afirmou que Claus possui trajetória marcada por “excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol”. Paralelamente, advogados ligados ao governo americano e apoiadores da federação dos Estados Unidos atuaram para acelerar a análise do caso junto ao Comitê Disciplinar da Fifa.

No domingo, a entidade anunciou que a suspensão automática de Balogun ficaria suspensa por um período probatório de um ano, utilizando o Artigo 27 do Código Disciplinar, que permite suspender total ou parcialmente a aplicação de sanções. A Fifa esclareceu que o cartão vermelho permaneceu válido, mas a suspensão da partida seguinte foi considerada “inativa”. Caso o atacante cometa infração semelhante dentro do período estabelecido, a punição será reativada e somada à nova sanção.

A decisão provocou reação imediata da Real Associação Belga de Futebol (RBFA), que classificou a medida como incompatível com o regulamento e apresentou recurso de emergência à Fifa. Horas antes da partida, porém, o Comitê Disciplinar considerou o pedido “inadmissível”, sob o argumento de que a entidade belga não possuía legitimidade para contestar a punição aplicada ao atleta norte-americano.

Mesmo com Balogun em campo, os Estados Unidos não conseguiram evitar a eliminação. A Bélgica controlou a partida, venceu por 4 a 1 e avançou às quartas de final da Copa do Mundo. Durante uma das comemorações, os jogadores reproduziram a conhecida “dança de Trump”, gesto interpretado como uma provocação ao presidente americano em meio à polêmica envolvendo a atuação do atacante.

A federação belga informou que ainda avalia recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS), instância superior à Fifa para questões disciplinares. Classificada, a Bélgica enfrentará a Espanha nas quartas de final do Mundial.

Próximo desafio

Com a vitória por 4 a 1 sobre os Estados Unidos, a Bélgica garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. O próximo compromisso será diante da Espanha, que eliminou Portugal por 1 a 0 e avançou com um gol marcado nos acréscimos do segundo tempo. O confronto vale uma vaga na semifinal do Mundial.