O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira 3 que está “mais forte que nunca” para disputar a Presidência da República contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante discurso no seminário de comunicação do PL, no Rio de Janeiro, o pré-candidato não mencionou Michelle Bolsonaro, após o recente embate público com a ex-primeira-dama, mas atacou o governo federal e buscou reforçar pautas ligadas à segurança das mulheres.
“Isso aqui é projeto de Deus. Se não acreditasse nisso, jamais teria aceitado essa missão. Estou aqui mais forte que nunca e com a cabeça erguida. Para disputar a Presidência”, declarou. Em seguida, defendeu maior rigor contra criminosos e agressores de mulheres. “Vamos tratar bandido como bandido, o PCC como terrorismo. Defender as mulheres e deixar preso agressor de mulher. A herança que está sendo deixada é violência e imposto.”

O discurso ocorre em meio ao desgaste provocado por um vídeo publicado por Michelle, no qual ela acusa o enteado de tê-la maltratado. Flávio tenta reduzir os efeitos da crise, especialmente junto ao eleitorado feminino, enquanto sua campanha avalia lançar uma mulher como candidata a vice. No evento, o senador esteve acompanhado por lideranças femininas do partido, entre elas as deputadas federais Bia Kicis e Chris Tonietto, presidente do PL Mulher no Rio de Janeiro.
Flávio também anunciou que pretende viajar aos Estados Unidos para defender o Pix e argumentar contra medidas comerciais que possam atingir o Brasil. “Nós defendemos o PIX porque o PIX é do Brasil, foi criado pelo presidente Bolsonaro, sem taxa. Eu vou lá para os Estados Unidos defender o nosso PIX, já que o atual presidente do Brasil está se lixando para as empresas brasileiras”, afirmou.
Nesta semana, o senador já havia argumentado junto ao governo americano que a sobretaxa proposta sobre produtos brasileiros poderia entregar a Lula “exatamente a vitória política que ele vem buscando”. A posição foi apresentada em um documento de 86 páginas encaminhado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), responsável pela investigação comercial contra o Brasil.