Natal encerrou o primeiro semestre de 2026 com volume de chuvas 23,2% superior à média histórica para o período. Entre janeiro e junho, foram registrados 1.381,6 milímetros de precipitação, ante uma média de 1.121,3 milímetros nos últimos 22 anos. Os dados foram divulgados pela Defesa Civil Municipal a partir de medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O acumulado representa 260,3 milímetros acima do esperado para os seis primeiros meses do ano e coloca 2026 entre os períodos mais chuvosos da série histórica iniciada em 2003. O levantamento considera apenas anos com medições consistentes e exclui períodos em que foram identificadas falhas nos registros.

O volume de precipitações exigiu atuação contínua de diferentes órgãos municipais ao longo do semestre. Entre as medidas adotadas estiveram serviços de limpeza da rede de drenagem, monitoramento de áreas suscetíveis a alagamentos, operação de bombas, vistorias preventivas e atendimento a ocorrências relacionadas às chuvas.
Durante o período, a Defesa Civil intensificou o monitoramento das áreas mais vulneráveis e o atendimento às ocorrências, enquanto a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) ampliou os serviços de manutenção preventiva da rede de drenagem. A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) ficou responsável por ações de sinalização e acompanhamento de vias afetadas, e outras equipes municipais permaneceram de prontidão para atender às demandas provocadas pelas chuvas.
De acordo com a Prefeitura, a Seinfra realizou a limpeza de mais de 520 quilômetros da rede de drenagem da capital. Os serviços resultaram na retirada de aproximadamente 57 mil toneladas de resíduos, na limpeza de 5.755 bocas de lobo e 953 poços de visita. As equipes também identificaram 273 ligações clandestinas de esgoto que, segundo o município, comprometiam o funcionamento do sistema.
A secretária municipal de Infraestrutura, Shirley Cavalcanti, afirmou que a manutenção da drenagem precisa ocorrer de forma permanente, sobretudo diante de volumes elevados de precipitação. “Quando o volume de precipitação supera o esperado, toda a infraestrutura de drenagem passa a operar sob maior demanda”, explicou.
Além da manutenção da rede, a gestão municipal informa que mantém obras estruturantes destinadas a enfrentar pontos históricos de alagamento e continua acompanhando áreas consideradas mais críticas durante o período chuvoso.
A Defesa Civil orienta a população a evitar o descarte irregular de lixo em ruas, galerias e bocas de lobo, uma vez que a obstrução da rede compromete o escoamento das águas pluviais e pode aumentar o risco de alagamentos. Em situações de emergência, o órgão pode ser acionado pelo telefone 199.