A seleção brasileira encerra neste sábado 4, a preparação para o confronto com a Noruega ainda sem definição sobre o substituto de Lucas Paquetá. O técnico Carlo Ancelotti manteve a disputa aberta entre Gabriel Martinelli e Danilo Santos durante o treinamento realizado nesta sexta-feira, no CT Columbia Park, em Nova Jersey, e transferiu para a última atividade antes da partida a decisão sobre a formação titular para as oitavas de final da Copa do Mundo.
O principal indicativo do treino colocou Martinelli em vantagem. Autor do gol da classificação diante do Japão, o atacante do Arsenal permaneceu por mais tempo entre os titulares e participou de uma formação semelhante à utilizada pelo Brasil no segundo tempo da vitória sobre os japoneses. Internamente, o camisa 22 é tratado como o favorito para assumir a vaga deixada por Paquetá.

Caso seja escolhido, Martinelli atuará em uma função diferente da que desempenha habitualmente no clube inglês. Em vez de atuar aberto pela esquerda, ele ocuparia uma faixa mais central do campo, funcionando como um meia ofensivo atrás de Matheus Cunha, que seria mantido como referência no ataque. A movimentação permitiria maior liberdade para Vini Jr. e Rayan explorarem os espaços pelos lados e atacarem a área.
Na quinta-feira 2, porém, Ancelotti havia dado sinais de preferência por uma configuração distinta. O treinador utilizou Danilo Santos durante boa parte do treinamento entre os titulares, preservando a estrutura de três meio-campistas. Com o jogador do Botafogo, a equipe alternou momentos no tradicional 4-3-3 com variações para um 4-4-2 em losango, desenho tático frequentemente utilizado pelo italiano ao longo da competição.
Nesse modelo, Matheus Cunha recua para atuar como o vértice mais avançado do meio-campo, abrindo espaço para as infiltrações de Vini Jr. e Rayan. A proposta mantém maior equilíbrio entre os setores e fortalece a ocupação do meio, característica que tem marcado o trabalho de Ancelotti desde sua chegada ao comando da seleção.
Durante a atividade de quinta-feira 2, o treinador ainda testou outra alternativa ofensiva. Igor Thiago foi utilizado como centroavante, enquanto Matheus Cunha passou a atuar mais recuado na armação das jogadas, repetindo a configuração adotada no início do segundo tempo contra o Japão. A movimentação amplia o leque de possibilidades para diferentes momentos da partida diante dos noruegueses.
A indefinição foi mantida inclusive dentro do elenco. Segundo informações divulgadas pela comissão técnica, Ancelotti evitou antecipar qualquer escolha aos jogadores, preservando o caráter competitivo da disputa por posição e dificultando a leitura do adversário sobre a escalação brasileira.
Além da definição do substituto de Paquetá, a comissão técnica acompanha a situação física do elenco. O grupo realiza neste sábado 4, ao meio-dia (horário de Brasília), o último treinamento antes do duelo decisivo, novamente no CT Columbia Park.
Brasil e Noruega se enfrentam no domingo 5, no Estádio de Nova York e Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O jogo está previsto para começar às 17h (de Brasília), mas a Federação Internacional de Futebol (Fifa) avalia alterar o horário da partida em razão da previsão de calor intenso na região. Segundo serviços meteorológicos americanos, a sensação térmica pode se aproximar de 40°C durante o período inicialmente previsto para a realização do confronto.
A definição da escalação encerra uma semana de ajustes promovidos por Ancelotti, que busca manter o equilíbrio apresentado pelo Brasil na fase de grupos e ampliar as opções táticas para enfrentar uma Noruega que aposta na força física e na velocidade de seus ataques para tentar surpreender a seleção brasileira.