Embora o banheiro seja frequentemente apontado como o ambiente mais contaminado da casa, pesquisas conduzidas pela National Sanitation Foundation International (NSF International), organização norte-americana voltada à saúde pública, indicam que a cozinha abriga uma quantidade ainda maior de bactérias. Segundo os estudos, fatores como umidade constante, resíduos de alimentos e higienização inadequada de utensílios criam um ambiente propício para a proliferação de microrganismos potencialmente nocivos à saúde.
A pesquisa mostra que os locais onde os alimentos são preparados concentram níveis mais elevados de contaminação bacteriana do que diversas superfícies encontradas no banheiro. Enquanto esse cômodo costuma receber atenção frequente durante a limpeza doméstica, a cozinha reúne uma combinação de fatores que favorece a sobrevivência e a disseminação de bactérias.

Entre os itens analisados, a esponja de lavar louça apareceu como o objeto mais contaminado da residência. O levantamento identificou que mais de 75% das esponjas examinadas apresentaram bactérias do grupo dos coliformes, que inclui microrganismos como Escherichia coli (E. coli) e Salmonella.
Segundo os pesquisadores, a umidade permanente, associada ao contato frequente com resíduos de alimentos e superfícies contaminadas — principalmente após o preparo de carnes cruas — transforma as esponjas em um ambiente favorável ao crescimento e à disseminação dessas bactérias.
A pia da cozinha aparece em seguida entre os pontos mais contaminados da casa. O estudo encontrou bactérias coliformes em 45% das pias avaliadas.
Os pesquisadores atribuem esse resultado ao acúmulo de restos de alimentos, líquidos provenientes de carnes, verduras e legumes ainda não higienizados, além do contato constante com esponjas contaminadas, fatores que contribuem para a multiplicação de microrganismos.
No banheiro, o objeto que apresentou maior concentração de bactérias foi o porta-escovas de dentes. Em uma amostra de 22 residências, o acessório registrou níveis elevados de bactérias coliformes, superando outras superfícies do cômodo, como torneiras e até assentos sanitários.
O levantamento também identificou contaminação significativa em outros utensílios domésticos. Entre eles estão os recipientes de ração para animais de estimação e os reservatórios de cafeteiras.
De acordo com a pesquisa, 50% dos reservatórios das cafeteiras domésticas apresentavam mofo e leveduras, favorecidos pelas condições de umidade, calor e pouca luminosidade presentes no interior dos equipamentos.
Os resultados reforçam a importância da higienização frequente de utensílios e superfícies utilizadas na preparação de alimentos, especialmente esponjas, pias e recipientes que permanecem constantemente úmidos, reduzindo assim o risco de proliferação de bactérias e de contaminação dos alimentos.