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São Paulo

Mulher é investigada por suspeita de dar clonazepam aos três filhos, incluindo bebê de 6 meses, para fazê-los dormir

Bebê apresentou quadro grave de sonolência e precisou de atendimento de emergência; mãe nega ter administrado o medicamento
Redação
02/07/2026 | 16:31

Uma mulher de 41 anos é investigada pela Polícia Civil por suspeita de administrar clonazepam, medicamento de uso controlado, aos três filhos, incluindo um bebê de 6 meses, para fazê-los dormir. O caso aconteceu em Taiaçu, no interior de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, Natalia Aparecida da Silva foi presa em flagrante no sábado 27 por suspeita de maus-tratos contra menores de 14 anos, mas teve a liberdade provisória concedida pela Justiça durante audiência de custódia.

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Mulher é investigada suspeita de dopar os filhos com tarja preta em Taiaçu, SP — Foto: Reprodução/EPTV

A investigação começou após o Conselho Tutelar receber uma denúncia informando que a mulher estaria dopando os filhos. O órgão acionou a Guarda Civil Municipal (GCM), que levou as crianças para atendimento médico.

Uma menina de 3 anos, um adolescente de 15 anos e um bebê de 6 meses foram encaminhados inicialmente ao pronto-socorro de Taiaçu e, depois, transferidos para um hospital em Bebedouro. O bebê apresentou o quadro mais grave, com intenso estado de sonolência, precisando ser atendido na sala de emergência e monitorado por equipamentos médicos.

Os outros dois irmãos também apresentavam sinais de sonolência, mas em menor intensidade. Amostras foram coletadas para exames toxicológicos, que devem confirmar se houve ingestão do medicamento.

De acordo com o Conselho Tutelar de Taiaçu, as crianças passam bem e foram encaminhadas para os cuidados de uma tia paterna.

Durante as diligências, a polícia apreendeu na casa da investigada uma cartela de clonazepam com 11 comprimidos consumidos.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher negou ter administrado qualquer medicamento aos filhos, mas apresentou versões contraditórias. Em um primeiro momento, afirmou que o companheiro teria dado remédio à filha de 3 anos e preparado a mamadeira do bebê antes do aparecimento dos sintomas. Posteriormente, disse que a própria criança poderia ter ingerido o medicamento acidentalmente.

A Polícia Civil informou ainda que a mulher demonstrou aparente frieza emocional durante o depoimento e não apresentou sinais de remorso, arrependimento ou preocupação diante da gravidade da situação.

A Defensoria Pública de São Paulo informou que participou da audiência de custódia para verificar a legalidade da prisão e afirmou que se manifestará apenas nos autos do processo.