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Copa do Mundo 2026

Brasil tenta quebrar tabu histórico ante Noruega

Em quatro partidas, a equipe europeia soma duas vitórias e dois empates
Redação
01/07/2026 | 08:15

Única seleção que jamais perdeu para a equipe brasileira em mais de um confronto, os noruegueses chegam às oitavas de final da Copa do Mundo com retrospecto invicto e carregam a lembrança da vitória sobre o Brasil no Mundial de 1998.

O confronto entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo colocará frente a frente duas seleções separadas por uma curiosidade estatística rara na história do futebol internacional. Apesar de ser a maior campeã mundial, com cinco títulos, a Seleção Brasileira jamais derrotou os noruegueses. Em quatro partidas disputadas ao longo de quase duas décadas, a equipe europeia soma duas vitórias e dois empates, tornando-se a única seleção que enfrentou o Brasil mais de uma vez e permanece invicta diante da equipe pentacampeã.

Remada vicking
A remada viking está fazendo sucesso na Copa 2026 após cada vitória da Noruega, que vai enfrentar o Brasil nas oitavas - Foto: REPRODUÇÃO / CAZÉ TV

O episódio mais marcante desse retrospecto ocorreu justamente em uma Copa do Mundo. Na fase de grupos do Mundial da França, em 23 de junho de 1998, o Brasil já estava classificado, mas acabou derrotado por 2 a 1 pela Noruega. Bebeto abriu o placar para os brasileiros, enquanto Tore André Flo empatou e Kjetil Rekdal, em cobrança de pênalti nos minutos finais, garantiu a histórica vitória dos escandinavos. O resultado classificou a Noruega às oitavas de final e permanece como uma das maiores conquistas da seleção nórdica em Copas do Mundo.

Os demais confrontos ocorreram em amistosos. Em 1988, as equipes empataram por 1 a 1. Nove anos depois, em Oslo, a Noruega aplicou a vitória mais expressiva do histórico ao vencer por 4 a 2. O encontro mais recente aconteceu em agosto de 2006 e terminou novamente empatado por 1 a 1. No total, a equipe europeia marcou oito gols contra cinco da Seleção Brasileira, desempenho que reforça o ineditismo do retrospecto entre os dois países.

O reencontro ocorre em um contexto distinto. O Brasil garantiu a classificação ao eliminar o Japão por 2 a 1, de virada, enquanto a Noruega avançou ao derrotar a Costa do Marfim por 2 a 1, resultado que assegurou o duelo das oitavas de final. A seleção comandada por Carlo Ancelotti chega ao mata-mata com a oportunidade de encerrar um tabu que atravessa quase quatro décadas e de eliminar um adversário que historicamente se mostrou indigesto para os brasileiros.

Além da vaga nas quartas de final, a partida em Nova Jersey carrega um peso simbólico para ambos os lados. Para o Brasil, representa a chance de conquistar a primeira vitória sobre a única seleção que jamais conseguiu superar. Para a Noruega, significa defender um retrospecto que se tornou motivo de orgulho nacional e que ganhou novo destaque após a classificação para enfrentar os pentacampeões mundiais. O histórico favorável dos europeus acrescenta um ingrediente extra a um confronto que, embora raro, reúne um dos tabus mais curiosos do futebol entre seleções.