BUSCAR
BUSCAR
Economia

Otimismo com economia cresce e pessimismo recua, aponta Datafolha

Pesquisa aponta crescimento da expectativa de melhora do cenário econômico e redução do pessimismo; percepção positiva é maior entre pessoas de menor renda e escolaridade
Por O Correio de Hoje
23/06/2026 | 15:29

A expectativa dos brasileiros em relação à economia do país melhorou nos últimos meses. Pesquisa Datafolha realizada nos dias 17 e 18 de junho mostra que 36% dos entrevistados acreditam que a situação econômica do Brasil vai melhorar nos próximos meses. Em março, esse percentual era de 30%.

Ao mesmo tempo, houve uma queda significativa no número de pessoas que preveem uma piora do cenário econômico. A parcela dos pessimistas recuou de 35% para 26%, uma redução de nove pontos percentuais. Outros 32% avaliam que a economia permanecerá no mesmo patamar, índice praticamente estável em relação à pesquisa anterior, quando era de 33%. Já os que não souberam responder passaram de 3% para 6%.

Lula e Durigan foto Washington Costa MF
Presidente Lula ao lado dos ministros Dario Durigan (Fazenda) e Miriam Belchior (Casa Civil) - Foto: Washington Costa / MF

O levantamento também mediu a percepção sobre a situação financeira individual dos entrevistados. Nesse caso, o otimismo permaneceu elevado e estável: 51% afirmaram acreditar que sua condição financeira vai melhorar nos próximos meses, mesmo percentual registrado em março. Já a expectativa de piora caiu de 14% para 12%.

De acordo com os dados, a avaliação positiva sobre o futuro da economia é mais comum entre pessoas com menor nível de escolaridade e entre famílias com renda de até dois salários mínimos. Nesse grupo, 41% acreditam que a situação econômica do país vai melhorar. O otimismo também é mais elevado entre os entrevistados que declaram intenção de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alcançando 52%.

Por outro lado, o pessimismo é mais frequente entre pessoas com maior nível de instrução e entre aqueles que possuem renda familiar superior a cinco salários mínimos. Nesse segmento, 35% acreditam que a economia vai piorar. Entre os eleitores que afirmam pretender votar em Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República, a taxa de pessimismo chega a 45%.

Especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo atribuem a melhora das expectativas a uma combinação de fatores econômicos e políticos. Entre eles estão medidas de estímulo à atividade econômica adotadas pelo governo federal, o programa de renegociação de dívidas Desenrola, lançado em maio, e a retomada de pautas com forte apelo popular em um ano eleitoral.

Também é apontado como fator relevante o avanço, na Câmara dos Deputados, da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1, uma das principais bandeiras defendidas pelo governo. O texto ainda depende de análise do Senado Federal.