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Sistema prisional

Cerca de 500 presos de Mossoró apresentam sintomas de infecção intestinal

Principal suspeita é de uma possível intoxicação alimentar relacionada às refeições fornecidas nas unidades, embora a causa ainda esteja sendo investigada
Redação
22/06/2026 | 10:43

Um surto de sintomas gastrointestinais levou cerca de 500 presos a receber atendimento médico em unidades prisionais de Mossoró nos últimos três dias. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) e a Secretaria Municipal de Saúde investigam as causas dos casos registrados entre internos da Cadeia Pública Manoel Onofre e do Complexo Penal Estadual Agrícola Dr. Mário Negócio.

Segundo a Seap, os detentos apresentaram sintomas como diarreia, vômitos e febre. A principal suspeita é de uma possível intoxicação alimentar relacionada às refeições fornecidas nas unidades, embora a causa ainda esteja sendo investigada.

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Cerca de 500 presos receberam atendimento médico após apresentarem sintomas gastrointestinais. - Foto: Ascom/SEJUC

As duas unidades, somadas ao Complexo Penal Agrícola Feminino, abrigam cerca de 1.500 pessoas privadas de liberdade. De acordo com a secretaria, os primeiros registros foram comunicados pelas direções dos presídios na última sexta-feira 19.

“Na sexta-feira, as direções das unidades reportaram à Seap que identificaram presos com sintomas de diarreia e vômito. Rapidamente, essa situação evoluiu para uma quantidade maior de internos”, informou a pasta.

Diante da situação, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou o atendimento nas unidades prisionais. Foram deslocados quatro médicos, além de enfermeiros e técnicos de enfermagem para atender os internos. “Na sexta-feira, sábado e domingo, estima-se que cerca de 500 presos nesses três dias apresentaram alguns sintomas e foram atendidos por essa equipe de saúde prisional”, informou a Seap.

Segundo a secretaria, os quadros clínicos foram considerados leves e não houve necessidade de internações ou transferências hospitalares. “Os sintomas são de natureza leve. Não houve necessidade de fazer nenhum internamento ou levar nenhum preso para o hospital”, acrescentou.

Refeições passam por análise

A Seap informou que amostras das refeições fornecidas pela empresa contratada foram encaminhadas para análise laboratorial.

O objetivo é identificar se os alimentos têm relação com os sintomas apresentados pelos internos.

A empresa investigada é responsável pelo fornecimento de aproximadamente 4.500 refeições diárias às unidades prisionais localizadas na região.

Vigilância Sanitária acompanha caso

Após tomar conhecimento da ocorrência, a Seap acionou a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró e a Vigilância Sanitária para iniciar a apuração.

Além disso, equipes da Ouvidoria do Sistema Prisional e da fiscalização contratual foram enviadas à cidade para acompanhar a situação. “Imediatamente, quando a Secretaria tomou conhecimento do caso, foi acionada a Secretaria Municipal de Saúde, a Vigilância Sanitária para fazer essa averiguação. A nossa Ouvidoria do Sistema Prisional foi encaminhada para Mossoró para fazer a escuta ativa dos policiais, dos servidores e dos internos, assim como o fiscal do contrato foi para a empresa fazer uma fiscalização”, informou a Seap.

A secretaria também ressaltou que o contrato com a fornecedora está regular. “Essa empresa fornece 4.500 refeições por dia só para essas unidades e o contrato está em dia”, afirmou.

Atendimento reforçado

A Seap lembrou que a assistência básica à saúde dos internos é realizada pelo município e que o complexo prisional possui estrutura própria para atendimentos médicos.

“No complexo existe uma unidade básica de saúde, com médico, enfermeiro, dentista, técnico de enfermagem, maca, consultório e autoclave”, informou a pasta.

As investigações seguem em andamento e os resultados das análises laboratoriais deverão indicar a origem dos sintomas registrados entre os detentos.