BUSCAR
BUSCAR
IDHM

RN registra um dos maiores avanços do País em desenvolvimento humano

Estado teve um dos maiores avanços proporcionais no IDHM entre 2019 e 2024; País alcança nível de “muito alto desenvolvimento humano” pela 1ª vez
Por O Correio de Hoje
27/05/2026 | 15:32

O Rio Grande do Norte registrou um dos maiores crescimentos do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil e alcançou índice de 0,778 em 2024, segundo dados divulgados nesta terça-feira 26 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação João Pinheiro. O Estado saiu de 0,738 em 2019 para 0,778 em 2024, crescimento de 5,4% no período, ficando entre as unidades federativas com maior avanço proporcional no indicador.

O levantamento mostrou ainda que o Brasil atingiu pela primeira vez a classificação de “muito alto desenvolvimento humano”. O índice nacional passou de 0,744, em 2012, para 0,805 em 2024. Até então, o País estava na faixa considerada “alta”, entre 0,700 e 0,799.

Fotos Aerea de Natal (92)
Rio Grande do Norte alcançou IDHM de 0,778 em 2024, segundo dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) - Foto: José Aldenir

Apesar do avanço do Rio Grande do Norte, o Estado permanece abaixo da média nacional. O desempenho potiguar também segue inferior ao de estados das regiões Sul e Sudeste e do Distrito Federal, que lidera o ranking nacional com IDHM de 0,866. São Paulo aparece em segundo lugar, com 0,838.

Entre os estados nordestinos, o Rio Grande do Norte aparece entre os maiores crescimentos do País, ao lado de Alagoas e Piauí. Mesmo assim, toda a região Nordeste permanece abaixo da média brasileira no levantamento de 2024.

Os dados mostram que o RN superou estados como Alagoas, Maranhão e Bahia no índice atual. O Maranhão registrou o menor IDHM do País, com 0,745. Já Alagoas, apesar de apresentar uma das maiores evoluções, chegou a 0,746.

O estudo considera três dimensões: longevidade, educação e renda. O IDHM varia de 0 a 1, e quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano da localidade.

A metodologia utilizada adapta os critérios do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global à realidade brasileira. A análise abrange os 26 estados, o Distrito Federal, 20 regiões metropolitanas, a Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina e cinco macrorregiões.

Os resultados foram calculados com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com pesquisadores e equipe técnica da Fundação João Pinheiro.

O levantamento também apontou a permanência de desigualdades raciais e de gênero no país. Embora o desenvolvimento da população negra tenha crescido em ritmo mais acelerado do que o da população branca ao longo da última década, as diferenças permanecem.

Segundo o estudo, o IDHM da população branca passou de 0,804, em 2012, para 0,851 em 2024. Já entre a população negra, formada por pretos e pardos, o índice saiu de 0,694 para 0,774 no mesmo período. O crescimento foi de 10,3% entre negros, ante 5,5% entre brancos, mas o IDHM da população negra ainda permanece cerca de 10% inferior ao da população branca.

As diferenças também aparecem no recorte por gênero. O IDHM das mulheres passou de 0,736 para 0,798, enquanto o dos homens aumentou de 0,737 para 0,802 em 2024. Com isso, os homens atingiram a faixa de “muito alto desenvolvimento humano”, enquanto as mulheres seguem classificadas no nível “alto”.

Na renda, a desigualdade aumentou. Em 2024, o rendimento médio feminino foi de R$ 1.260,45, enquanto o masculino alcançou R$ 1.604,30.

Na longevidade, a menor diferença entre os grupos foi registrada na expectativa de vida. As mulheres apresentaram esperança de vida de 79,88 anos, enquanto entre os homens o índice ficou em 73,3 anos.

No ranking nacional de 2024, nove unidades federativas ficaram acima da média brasileira de IDHM: todos os estados das regiões Sul e Sudeste, além de Mato Grosso e Goiás. No outro extremo, todos os estados do Norte e Nordeste apareceram abaixo do índice nacional.

Além do Rio Grande do Norte (0,778) , os estados nordestinos registraram os seguintes índices em 2024: Bahia (0,759), Ceará (0,773), Paraíba (0,760), Pernambuco (0,767), Sergipe (0,761), Piauí (0,764) e Maranhão (0,745).

Os dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento indicam que, embora o Brasil tenha alcançado um novo patamar de desenvolvimento humano, as desigualdades regionais seguem evidentes, principalmente entre Norte e Nordeste em comparação às demais regiões do País.

dados
RN registra um dos maiores avanços do País em desenvolvimento humano