A Natal terá nesta quinta-feira 28, uma das maiores edições do Dia Livre de Impostos já realizadas no Rio Grande do Norte. Promovida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, por meio da CDL Jovem, a mobilização reunirá mais de 200 lojas e empresas em Natal, número superior ao registrado na edição anterior, quando cerca de 120 estabelecimentos aderiram à campanha.
A iniciativa busca chamar atenção para o peso da carga tributária incidente sobre produtos e serviços no Brasil. Durante a ação, lojistas venderão itens sem repassar ao consumidor parte do valor correspondente aos tributos, oferecendo descontos que podem chegar a 70%.

Segundo a organização, o objetivo é demonstrar de forma prática quanto os impostos representam no preço final pago pelo consumidor e estimular o debate sobre tributação, ambiente de negócios e retorno dos serviços públicos.
De acordo com Arthur Barbosa, a campanha tem caráter educativo e pretende ampliar a conscientização da população sobre os impactos da tributação no consumo diário.
“O Dia Livre de Impostos serve para trazer uma clareza ao consumidor, é uma forma de conscientizar as pessoas do alto valor da carga tributária que incide sobre os nossos produtos e serviços no nosso dia a dia”, afirmou em entrevista à TV Ponta Negra.
A edição de 2026 ocorre em meio ao avanço da arrecadação tributária no país. Dados divulgados pelo Tesouro Nacional mostram que a carga tributária bruta brasileira atingiu 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, maior patamar da série histórica iniciada em 2010.
Segundo o levantamento, o aumento foi impulsionado principalmente pela maior arrecadação federal, com crescimento de receitas ligadas ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), IOF e contribuições previdenciárias.
A campanha nacional do Dia Livre de Impostos é realizada anualmente em diversas cidades brasileiras e envolve setores como comércio varejista, alimentação, serviços e combustíveis. Em algumas ações pelo país, produtos específicos chegam a ser vendidos sem a incidência simbólica de tributos federais e estaduais.
A CDL Jovem argumenta que, apesar do elevado volume arrecadado, o Brasil apresenta baixa percepção de retorno dos tributos em áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura. Segundo dados citados pela entidade, em rankings internacionais de retorno social da arrecadação, o país aparece entre os últimos colocados em eficiência na devolução dos recursos à população.