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STF

Flávio Dino nega pedido de liberdade de Deolane e mantém prisão preventiva

Ministro do STF rejeitou pedido da defesa da influenciadora, presa em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC
Redação
24/05/2026 | 16:30

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou conceder liberdade à influenciadora Deolane Bezerra e afirmou não identificar “manifesta ilegalidade” na prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo.

A decisão foi assinada no sábado 23 e publicada neste domingo 24. Dino analisou uma reclamação apresentada pela defesa de Deolane contra a ordem de prisão expedida em primeira instância. Os advogados pediam a revogação da prisão, a substituição por prisão domiciliar ou a aplicação de medidas cautelares.

dino deolane
Flávio Dino rejeitou pedido da defesa de Deolane Bezerra e manteve prisão preventiva da influenciadora Foto: Luiz Silveira/STF - Reprodução

Deolane foi presa na última quinta-feira (21) durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na decisão, Flávio Dino afirmou que o tipo de ação apresentada pela defesa não permite aprofundamento sobre fatos e provas da investigação. O ministro também avaliou que ainda existem recursos possíveis nas instâncias inferiores e, por isso, não cabe intervenção do STF neste momento.

A influenciadora nega as acusações e afirma que foi presa por atuar como advogada em um serviço pelo qual recebeu R$ 24 mil de um cliente. Segundo ela, “a justiça vai ser feita”.

As investigações apontam que uma transportadora usada como empresa de fachada pelo PCC realizava movimentações financeiras para ocultar a origem de recursos ilícitos. Segundo a polícia, contas ligadas a Deolane teriam recebido parte dos valores.

Os investigadores também afirmam que a influenciadora mantinha vínculos com pessoas ligadas à facção criminosa, incluindo familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola. A defesa nega qualquer envolvimento com o crime organizado.