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Polêmica

Técnica de enfermagem acusa Magno Malta de agressão em hospital de Brasília; senador nega

Caso ocorreu durante exame no DF Star e foi encaminhado ao STF por envolver parlamentar com foro privilegiado
Redação
03/05/2026 | 16:16

Uma técnica de enfermagem do Hospital DF Star, em Brasília, registrou boletim de ocorrência contra o senador Magno Malta (PL-ES), acusando o parlamentar de agressão durante a realização de um exame médico. O caso aconteceu na quinta-feira 30 e foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em razão do foro privilegiado do senador.

Magno Malta está internado desde a última quinta após sofrer um mal súbito e desmaiar quando seguia para o Senado Federal.

magno malta
Magno Malta nega agressão a técnica de enfermagem durante exame em hospital de Brasília; caso foi enviado ao STF Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Segundo o depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal, a profissional conduziu o senador até a sala de exame, realizou a monitorização e iniciou o procedimento para aplicação de contraste.

Ainda conforme o relato, durante a injeção do contraste o equipamento identificou uma obstrução e interrompeu o exame. Ao verificar a situação, a técnica constatou que o líquido havia extravasado no braço do senador.

Ela informou que seria necessário fazer uma compressão no local. Nesse momento, segundo a denúncia, Magno Malta teria se levantado e desferido um tapa no rosto da funcionária.

Em nota divulgada por advogados, o senador negou ter agredido a profissional de saúde e afirmou que o contraste foi aplicado de forma tecnicamente incorreta, provocando trombose, hematoma e forte dor no braço direito.

A defesa sustenta que Magno Malta estava medicado, com a cognição afetada pelo quadro clínico e reagiu ao sofrimento físico, sem intenção de agredir a técnica.

Após a acusação, o parlamentar informou que também registrou boletim de ocorrência. Segundo sua assessoria, ele relatou que teve uma reação compatível com a dor intensa sentida no momento, mas sem praticar agressão física.

A defesa pediu a preservação das imagens das câmeras de segurança do hospital, depoimento da equipe médica presente e acesso ao prontuário clínico. Também solicitou exame de corpo de delito para comprovar hematoma e extravasamento do contraste.

Em nota, o Hospital DF Star informou que instaurou apuração administrativa sobre o episódio e que presta suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão. A unidade também afirmou estar à disposição das autoridades para esclarecimentos.