Dirigentes da Federação de Futebol do Irã foram impedidos de entrar no Canadá nesta quarta-feira 29, ao desembarcarem no aeroporto de Toronto para participar do Congresso da FIFA. A delegação, que incluía o presidente Mehdi Taj e outros membros da entidade, afirmou ter sido alvo de tratamento inadequado por autoridades de imigração, apesar de possuir vistos válidos.
Segundo informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim, os representantes retornaram no primeiro voo disponível após serem barrados na alfândega. O governo canadense, por sua vez, mantém restrições à entrada de indivíduos ligados à Guarda Revolucionária do Irã, o que teria motivado a decisão das autoridades de imigração.

O episódio ocorre em um momento sensível, às vésperas da realização do Congresso da Fifa em Vancouver, e amplia as tensões envolvendo a participação do Irã em competições internacionais. A situação ganha relevância adicional diante do contexto geopolítico, marcado pelo conflito entre Irã, Estados Unidos e aliados, e pelos desafios logísticos de um torneio que terá jogos distribuídos entre Canadá, Estados Unidos e México.
A Fifa informou ter manifestado preocupação com o incidente e indicou que buscará diálogo com a delegação iraniana. Segundo fontes, a entidade enviou um representante para tentar mediar a situação, sem sucesso. A ausência dos dirigentes também impactou a participação do Irã em reuniões paralelas, como o Congresso da Confederação Asiática de Futebol.
O caso reforça as incertezas sobre a circulação de atletas, dirigentes e torcedores iranianos durante a Copa do Mundo, especialmente em relação a vistos e segurança. Autoridades em Teerã já vinham solicitando garantias para a delegação, enquanto a Fifa mantém a posição de que o torneio seguirá o cronograma previsto, com a participação das seleções classificadas.
O Congresso da Fifa reúne mais de 200 associações nacionais e tem como pauta central questões operacionais e financeiras relacionadas à próxima edição do Mundial, que será a primeira com 48 seleções.