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Força-tarefa

MP articula ofensiva para barrar candidaturas ligadas ao crime

Iniciativa prevê criação de uma rede de inteligência voltada à identificação de candidatos eventualmente financiados pelo crime organizado
Redação
08/04/2026 | 05:46

O Ministério Público Eleitoral prepara uma estratégia nacional, em articulação com o Tribunal Superior Eleitoral, para contestar candidaturas com vínculos com facções criminosas e evitar a formação de uma chamada “bancada do crime” no cenário político a partir de 2026.

A iniciativa prevê a criação de uma rede de inteligência voltada à identificação de candidatos eventualmente financiados pelo crime organizado ou que utilizem práticas como coação de eleitores durante a campanha.

Novas pesquisas eleitorais devem movimentar cenário político no RN nos próximos dias - Foto: FeRio Grande do Norteando Frazão/Agência Brasil
MP articula ofensiva para barrar candidaturas ligadas ao crime - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O enfrentamento à atuação de milícias e organizações criminosas no processo eleitoral foi definido como uma das prioridades do procurador-geral da República e procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, para o próximo ciclo eleitoral. A agenda também inclui medidas contra a violência política de gênero e o uso indevido de inteligência artificial.

Em reunião realizada na segunda-feira 6 com cerca de 30 procuradores regionais eleitorais, Gonet defendeu uma atuação rigorosa diante de qualquer tipo de pressão que comprometa a liberdade do voto.

Nos bastidores, a orientação é clara: a interferência direta do crime na escolha do eleitor representa um sinal de fragilidade das instituições democráticas e deve ser combatida com prioridade.

Um grupo de trabalho já atua no mapeamento de informações sobre organizações criminosas, com o objetivo de identificar possíveis infiltrações no processo eleitoral ainda na fase de pré-campanha.

A estrutura envolve os Gaeco, além de núcleos de inteligência do Ministério Público Federal e dos Ministérios Públicos estaduais e do Distrito Federal.

O grupo também monitora decisões recentes da Justiça Eleitoral e sustenta a manutenção do entendimento que impede candidaturas associadas a organizações criminosas, reforçando o cerco institucional a esse tipo de atuação.