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Mundo

China e Rússia vetam na ONU intervenção militar no estreito de Hormuz

Proposta previa uso da força para garantir navegação, mas foi barrada no Conselho de Segurança
Redação
07/04/2026 | 13:43

China e Rússia vetaram, nesta terça-feira 7, uma resolução apresentada pelo Bahrein no Conselho de Segurança da ONU que previa o uso da força para garantir a segurança da navegação no Estreito de Hormuz.

A proposta buscava reforçar a proteção de uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo e do gás liquefeito global. O estreito está bloqueado pelo Irã desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel.

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Reunião do Conselho de Segurança da ONU terminou sem acordo após veto de China e Rússia Foto: ONU/Eskinder Debebe

Apesar de ajustes no texto — incluindo a retirada de trechos mais duros sobre a obrigatoriedade da intervenção — a medida não conseguiu evitar o veto de dois dos cinco membros permanentes do Conselho.

Para ser aprovada, uma resolução precisa de pelo menos nove votos favoráveis e não pode sofrer veto de nenhum dos membros permanentes, que incluem Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia. No caso, o texto recebeu apoio de 11 países, enquanto dois se abstiveram, mas acabou barrado pelas objeções de Pequim e Moscou.

Após a votação, o ministro das Relações Exteriores do Bahrein lamentou o resultado, destacando a preocupação dos países do Golfo com a segurança da região e com os impactos econômicos do bloqueio.

O impasse ocorre em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio, que já entra na sexta semana. A continuidade do bloqueio do Estreito de Hormuz pode provocar aumento nos preços da energia e risco de escassez de combustíveis em diversos países.

Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem intensificado a pressão sobre o Irã para reabrir a rota marítima, com ameaças de ataques à infraestrutura do país caso não haja acordo dentro do prazo estipulado.

A decisão no Conselho de Segurança evidencia a divisão entre as grandes potências em relação à condução da crise, dificultando uma resposta internacional unificada.