BUSCAR
BUSCAR
Tecnologia

Meta e YouTube são condenados em decisão inédita por danos ligados ao uso de redes sociais

Sentença, considerada um marco, pode influenciar uma série de processos semelhantes contra empresas de tecnologia
Redação
25/03/2026 | 21:10

Um júri do Tribunal Superior da Califórnia, em Los Angeles, decidiu nesta quarta-feira 25 que as plataformas Meta e YouTube contribuíram para prejuízos à saúde mental de uma jovem usuária, ao oferecerem produtos considerados altamente viciantes. A sentença, considerada um marco, pode influenciar uma série de processos semelhantes contra empresas de tecnologia.

O julgamento teve início no mês passado e o júri levou mais de uma semana para chegar ao veredicto. Pela decisão, as duas empresas deverão pagar cerca de US$ 3 milhões por danos morais e prejuízos financeiros. A Meta ficará responsável por 70% do valor, enquanto o YouTube responderá pelo restante.

Com maioria, STF retoma quarta-feira julgamento sobre redes sociais - Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
Meta e YouTube são condenados em decisão inédita por danos ligados ao uso de redes sociais - Foto: Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Em resposta, um porta-voz da Meta informou que a empresa “discorda respeitosamente do veredicto” e avalia medidas jurídicas. Já o YouTube não se manifestou até o momento.

A ação foi movida por uma jovem de 20 anos, identificada como KGM, que alegou ter desenvolvido problemas como ansiedade e depressão em decorrência do uso intensivo das plataformas. Segundo a acusação, mecanismos como rolagem infinita e sistemas de recomendação baseados em algoritmos teriam contribuído para tornar a experiência altamente viciante, comparável a produtos como cigarros ou jogos de azar.

O júri, formado por sete mulheres e cinco homens, ainda deverá analisar a aplicação de eventuais danos punitivos, que podem elevar o valor da indenização caso seja comprovada conduta dolosa ou fraudulenta por parte das empresas.

O caso integra um conjunto mais amplo de ações movidas por adolescentes, escolas e autoridades estaduais contra grandes plataformas digitais, incluindo também empresas como TikTok e Snap, dona do Snapchat. Essas duas companhias firmaram acordos com a autora antes do início do julgamento, em termos que não foram divulgados.