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Festival

Lollapalooza aposta em nova geração do pop

Festival começa nesta sexta-feira 20 com foco em artistas em ascensão e influência das redes sociais na programação
Por O Correio de Hoje
20/03/2026 | 14:33

Após críticas de que a edição anterior apostou excessivamente em nomes já consagrados, o Lollapalooza Brasil chega à sua 13ª edição com uma programação voltada para o presente — e também para o que desponta como tendência. O festival começa nesta sexta-feira 20, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, com destaque para novos protagonistas do pop global.

Entre eles está Sabrina Carpenter, que retorna ao país em outro patamar. Se antes aparecia como coadjuvante, abrindo shows internacionais, agora assume o posto de atração principal, impulsionada pelo sucesso do álbum Short n’ Sweet e do hit Espresso, que a projetaram mundialmente e renderam prêmios importantes.

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Festival começa em São Paulo nesta sexta-feira 20 com as cantoras Sabrina Carpenter e Chappell Roan, além do rapper Tyler, The Creator - Foto: Reprodução

A escalação também evidencia a ascensão de novos nomes. Chappell Roan, que se apresenta no sábado, ganhou notoriedade ao vencer o Grammy de artista revelação e consolidou uma estética que mistura pop e referências performáticas. Já no domingo, Tyler, The Creator faz sua estreia no Brasil trazendo um repertório marcado por experimentações no rap, enquanto Lorde retorna após quatro anos com material inédito.

A edição atual surge em contraste com o line-up do ano passado, que foi alvo de críticas por reunir artistas associados a ciclos já encerrados ou repetidos recentemente no país. Segundo a organização, a curadoria busca equilibrar nomes consolidados e artistas em ascensão, acompanhando mudanças no consumo musical. Apesar do reforço internacional, a presença brasileira nesta edição é mais discreta. Nomes como Negra Li, Edson Gomes e o projeto Foto em Grupo integram a programação, mas sem o mesmo peso de atrações nacionais de anos anteriores, como Gilberto Gil, Jão ou Ludmilla.

Outro ponto que marca a edição é a influência das redes sociais, especialmente do TikTok, na formação do line-up. Artistas como Doechii, Djo, Addison Rae e Katseye ganharam projeção a partir do ambiente digital e agora ocupam espaço nos grandes palcos. A escolha reflete a tentativa de dialogar com diferentes gerações, ainda que gere críticas sobre a efemeridade desses fenômenos.

A concorrência com festivais como Rock in Rio e The Town também influencia a estratégia, com eventos disputando os mesmos artistas e enfrentando custos cada vez mais altos.