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24 de fevereiro
Voto das mulheres: uma luta coletiva por representatividade
Confira o artigo da vereadora Divaneide Basílio (PT) sobre a celebração da conquista do voto feminino no Brasil
Vereadora Divaneide Basílio
24/02/2021 | 18:10

No dia 24 de fevereiro é celebrada a conquista do voto feminino no Brasil. A data é marcada por muita luta para garantia deste direito às mulheres. Há apenas 89 anos essa condição foi assegurada.

Foi a partir de 1932, que o Código Eleitoral passou a assegurar o voto feminino. Porém, no primeiro momento, esse direito era concedido apenas a mulheres casadas, com autorização dos maridos, e para viúvas com renda própria. Essas limitações deixaram de existir apenas em 1934, quando passou a ser previsto na Constituição Federal.

O voto é um direito. A partir dele é possível expressar opinião, vontade ou preferência.

Confira o artigo assinado pela vereadora Divaneide Basílio (PT) em comemoração pela data:

“O voto feminino no Brasil, apesar de tardio quando comparado a onda de sufrágio mundial, trouxe o pioneirismo das mulheres do Rio Grande do Norte. A mossoroense e professora Celina Guimarães foi a primeira mulher registrada como eleitora no Brasil e, outra potiguar, Alzira Soriano, tornou-se a primeira prefeita no nosso país e da América Latina ao ser empossada em Lages.

A história dessas mulheres se cruza com a de Nísia Floresta, feminista a frente de seu tempo, que escreveu o livro “Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens”. Em seus textos, a escritora falava sobre as condições de vida das mulheres e defendia a educação feminina, quando essa era uma ideia impopular.

Todas essas personagens são símbolo de vitórias coletivas, que se sobrepõem às conquistas individuais de cada uma delas. Seus feitos são o resultado do avanço de movimentos organizados de mulheres.

Por isso, nossa chegada à Câmara Municipal é um marco para cidade do Natal e para várias outras mulheres negras que já tentaram ter voz – e vez – nesse lugar. A ocupação de um espaço historicamente negado às nossas ancestrais ganha significado diferente a partir das nossas identidades. Foi assim com o voto primeiro voto feminino e segue com a importância de uma mulher negra na CMN.

Outro exemplo que precisa ser analisado, é a trajetória de Fátima Bezerra, que embora não seja a primeira governadora do nosso estado, é a primeira de origem popular e a única eleita nas eleições de 2018 – marcada pelo ódio e pela misoginia; o que dá um outro significado ao aspecto da materialização da representatividade.

Para avançarmos ainda mais, precisamos de ações afirmativas e do desenvolvimento de uma agenda política comum que dê conta daquilo que nos une como mulheres ocupando espaços de poder, mas também que trate das diferenças que existem entre nós. Um grande movimento coletivo e programático.

Lutar por mais mulheres no poder – e por uma agenda de direitos nesse sentido, é encampar uma luta maior. Uma luta pela Democracia a partir do seu princípio basilar: a representatividade.”

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