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Economia

Varejo nacional cresce 1,6% em 2025 e desacelera em relação a 2024

Queda de 0,4% em dezembro e avanço tímido no comércio ampliado indicam perda de fôlego; dólar mais baixo impulsiona eletrônicos
Redação
13/02/2026 | 15:49

As vendas do comércio varejista encerraram 2025 com alta de 1,6%, ritmo inferior ao observado em 2024, quando o setor acumulou expansão de 4,1%. Na passagem de novembro para dezembro, houve recuo de 0,4%, enquanto a média móvel trimestral avançou 0,3% no trimestre encerrado em dezembro.

Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Comércio varejista do Alecrim. Foto: José Aldenir/Agora RN

Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o crescimento de 2025 ocorreu sobre uma base elevada e em linha com o desempenho observado antes do salto de 2024. “No ano passado, o acumulado de ganhos chegou a 4,1%, um crescimento bem forte. Em 2025, fechou com 1,6%, mais ou menos no mesmo nível de crescimento registrado nos anos anteriores”, afirmou. Em 2023, o varejo havia avançado 1,7%; em 2022, 1%; e, em 2021, 1,4%.

De acordo com Santos, o resultado do ano foi relativamente disseminado entre as atividades, com destaque para o segmento farmacêutico, móveis e eletrodomésticos e equipamentos de informática e comunicação. Neste último caso, a forte desvalorização do dólar frente ao real favoreceu as vendas de produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops.

No conceito ampliado — que inclui, além do varejo restrito, as atividades de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo — o volume de vendas caiu 1,2% em dezembro ante novembro, após alta de 0,6%. Com isso, o comércio varejista ampliado encerrou 2025 com variação positiva de apenas 0,1%.

Segundo o gerente da pesquisa, o desempenho praticamente estável do varejo ampliado reflete perdas em setores relevantes. “Isso se deve às perdas de setores importantes, como revenda de veículos, motos, partes e peças, que havia tido um 2024 muito forte, e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, que teve queda na distribuição de cereais e leguminosas, produtos ofertados normalmente nos Ceasas”, afirmou.

Entre as 11 atividades investigadas no varejo ampliado, sete fecharam 2025 no campo positivo: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%), móveis e eletrodomésticos (4,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%), tecidos, vestuário e calçados (1,3%), hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%) e combustíveis e lubrificantes (0,6%).

Por outro lado, quatro segmentos registraram retração no acumulado do ano: veículos e motos, partes e peças (-2,9%), atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%) e material de construção (-0,2%), de acordo com o IBGE.

O quadro indica um ano de acomodação após a expansão mais intensa de 2024, com desempenho sustentado por segmentos ligados ao consumo corrente e a bens duráveis importados, mas pressionado por áreas sensíveis ao crédito e à renda disponível.