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Tóquio
“Vai ser uma competição diferente de tudo que já vivi”, diz Italo Ferreira sobre Olimpíadas
Surfista de Baía Formosa é atualmente único potiguar que já está classificado para os Jogos que seriam este ano e foram adiados para 2021 devido à pandemia do novo coronavírus. Italo falou com o Agora RN sobre como está a sua preparação para as Olimpíadas durante a pandemia
Helliny França
16/11/2020 | 07:49

O surfista potiguar Italo Ferreira, de 26 anos, fez história ao se tornar o primeiro nordestino a conquistar o título do Circuito Mundial de Surfe (CT) da World Surf League (WSL) em dezembro de 2019. Italo venceu a final do Pipe Masters, no Havaí, contra o paulista Gabriel Medina. Agora ele se prepara para o bicampeonato além de, junto a Medina, ser um dos representantes do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio.

O surfista de Baía Formosa é atualmente único potiguar que já está classificado para os Jogos que seriam este ano e foram adiados para 2021 devido à pandemia do novo coronavírus. Italo falou com o Agora RN sobre como está a sua preparação para as Olimpíadas durante a pandemia.

Muitos atletas de alto rendimento sofreram com as mudanças impostas pela pandemia, a quarentena dificultou a rotina de treinamentos e os forçou a procurem adaptações. Italo, no entanto, não teve dificuldades para lidar com essas alterações, conseguindo manter o rendimento que tinha antes da quarentena.

“Estava em um ritmo intenso e tinha me preparado para treinos fora do Brasil, mas consegui manter os treinos e fiz algumas adaptações que estão funcionando bem”, disse o surfista.

O potiguar que mantêm residência no lugar onde nasceu, Baía Formosa, continuou pegando suas ondas normalmente, já que a praia no litoral Sul do Rio Grande do Norte não passou por interdição. Em setembro, Italo foi convidado pela WSL para a Euro Cup of Surfing que acontece em duas etapas, uma em Portugal e outra na França e pôde ajustar os treinamentos pensando também nessa competição.

“Eu consegui montar uma academia em casa e tenho conseguido treinar mais a parte de musculatura, isso tem me ajudado no fortalecimento. Além disso, aqui em Baía Formosa a praia não chegou a ser fechada, então pude continuar pegando ondas. Claro que as ondas aqui são menores e não tem tanta força como as ondas de Portugal, mas deu para manter o treino em dia”, disse o potiguar.

De volta às competições após um tempo parado devido à pandemia, Italo conquistou o título de campeão da Euro Cup of Surfing, o potiguar ficou em primeiro lugar no ranking das duas etapas do WSL Countdown na Europa e adicionando mais um troféu a sua coleção. Também em Portugal, o atleta se aventurou nas famosas ondas gigantes da cidade de Nazaré, entrou no mar acompanhado pelos surfistas Alemão de Maresias, Lucas Chumbo e Caio Vaz, o momento foi compartilhado por Italo nas redes sociais.

“O que mudou recentemente foi poder viajar e pegar ondas fora do país, fui pra Portugal surfar ondas grandes e foi incrível”, contou Italo.

Mês que vem Italo já tem outro compromisso, a Liga Mundial de Surfe planejou a retomada do circuito para dezembro deste ano, com final previsto em setembro de 2021. Em meio a competição, haverá a Olimpíada de Tóquio que também teve a data modificada.

Em março deste ano, o Comitê Olímpico Internacional (COI) adiou a Olimpíada de Tóquio, que estava programada para o dia 24 de julho de 2020 para 23 de julho de 2021. O adiamento afetou a rotina e alterou os planos de muitos atletas, para Italo a frustração com a mudança de data é o de menos diante do cenário causando pela covid-19 no mundo.

“Acho que todo atleta que vive do esporte e se programa para participar das competições, acabou se frustrando, mas nenhuma frustração nesse sentido se iguala ao que o vírus causou na sociedade… muitas pessoas foram afetadas com a covid, o mundo todo, e agora é reorganizar as coisas e torcer pra que tudo se ajeite”, relatou.

O atleta, no entanto, mantém a empolgação para esse momento histórico, além de ser a estreia dele na Olimpíada, é a estreia do surfe nos Jogos. Após décadas de tentativas a modalidade finalmente entrou na competição e em um momento que os brasileiros estão no top do ranking mundial.

“Estou com as melhores expectativas possíveis. Vai ser uma competição diferente de tudo que já vivi, até pela diferença nas regras e tudo mais… e estou treinando e focado para trazer essa vitória para o Brasil”, conta.

Para os Jogos Olímpicos, o surfe disponibilizou 20 vagas de cada gênero, com limite de dois atletas por país. De acordo com as regras de classificação, os 10 primeiros colocados no ranking mundial de 2019 se garantiriam na Olimpíada. No caso do Brasil, Ítalo Ferreira e Gabriel Medina estavam no top 10 do mundo e garantiram presença em Tóquio. Na categoria feminina estão Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima.

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