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Covid-19
Doria discorda de Bolsonaro e diz que ‘vacina deveria ser obrigatória a todos os brasileiros’
Governador rebate fala de Bolsonaro e diz esperar que presidente reveja sua posição. "Não consigo imaginar que alguém faça a opção pela morte"
Redação
02/09/2020 | 16:26

O governador João Doria afirmou nesta quarta-feira 2 que a vacina contra o coronavírus deveria ser obrigatória para todos os brasileiros. Doria afirmou ainda que espera que a manifestação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a imunização possa ser revista.

Bolsonaro disse nesta segunda-feira 31 que ninguém pode ser obrigado a tomar vacina, em resposta a uma apoiadora que aparentemente pediu que o governo federal proiba a vacinação contra a covid-19, em meio a uma corrida global por um tratamento para a doença causada pelo novo coronavírus.

“A manifestação do Bolsonaro sobre a não obrigatoriedade da vacina deveria ser revista. A vacina deveria ser obrigatoria para todos os brasileiros. Não consigo imaginar que alguém renegue a possibilidade de continuar vivendo e que alguém faça sua opção pela morte”, disse Doria em coltiva de imprensa. 

Segundo o goverandor de São Paulo, a vacina deve ser uma decisão pessoal e uma determinação do estado, que deve fornecer gratuiramente o imunizante em São Paulo ou qualquer outro estado. “Espero que a manifestação seja revista. As posições do ministro da saúde Pazuello têm sido muito acertivas.”

“Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”

A frade foi dita pelo presidente Bolsonaro na entrada do Palácio da Alvorada no início da noite, em resposta a uma apoiadora que lhe pediu para não permitir “esse negócio de vacina”, afirmando ser perigoso, de acordo com vídeo publicado nas redes sociais.

No início do mês, ao assinar medida provisória que abriu crédito orçamentário de R$ 1,9 bilhão para a compra de 100 milhões de doses e posterior produção local da possível vacina contra covid-19 desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford, Bolsonaro afirmou que a vacinação resolveria o problema provocado pela pandemia.

Mais cedo, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, visitou a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) no Rio de Janeiro para acompanhar o cronograma de entrega da vacina. Inicialmente, a Fiocruz será responsável pela finalização das doses a partir de insumos importados, e depois será encarregada da produção nacional.

A previsão do governo é de que as primeiras doses sejam distribuídas a partir do início de 2021. Simultaneamente, o governo de São Paulo trabalha no desenvolvimento de uma outra vacina com a empresa Sinovac Biotech, que também tem previsão de distribuição no começo do próximo ano.

*Com informações do R7

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